Funcionários e prestadores de serviços do INSS foram alvos nesta terça-feira (7), da Polícia Federal, de uma operação que investiga um grupo suspeito de invadir sistemas internos do órgão. A operação Riga cumpriu três mandados de busca e apreensão no Distrito Federal após indícios de acesso irregular à rede interna da autarquia.
As investigações começaram após a detecção de sinais de acesso indevido a um sistema fechado, o que levantou suspeitas de comprometimento de dados sensíveis e credenciais de usuários. Segundo investigadores confirmaram à Gazeta do Povo, o caso ainda está em estágio inicial e não há confirmação, neste momento, de prejuízos diretos ao INSS ou a aposentados e pensionistas.
“Há indícios de que os investigados teriam utilizado sua posição funcional para viabilizar a prática dos ilícitos”, afirmou a Polícia Federal em nota.
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A apuração aponta que credenciais de acesso podem ter sido comprometidas, permitindo a entrada indevida em um ambiente restrito da autarquia. A Polícia Federal informou que os investigados poderão responder por invasão de dispositivo informático, além de outros crimes que possam surgir ao longo das investigações.
A operação desta terça-feira (7), embora sem uma aparente ligação direta, se soma à fraude bilionária descoberta no ano passado e que levou à Operação Sem Desconto, em que se apurou o desvio de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas através da cobrança indevida de mensalidades associativas.
O esquema envolvia descontos associativos e serviços não solicitados, que eram inseridos de forma irregular nos pagamentos mensais sem a autorização formal dos segurados.
As apurações indicaram falhas graves nos mecanismos de controle interno e abriram suspeitas sobre a participação ou conivência de pessoas com acesso ao sistema.
Autor: Gazeta do Povo




















