A Polícia Federal prendeu preventivamente (sem tempo determinado) um delegado e dois policiais civis do Rio de Janeiro nesta terça-feira (10), na segunda fase de uma operaração que envolve suspeitas de envolvimento de autoridades com o crime organizado no estado.
A primeira fase da operção, que aconteceu nesta segunda-feira (9), prendeu o delegado federal Fabrizio Romano sob suspeita no caso envolvendo o ex-deputado TH Joias, ligado ao Comando Vermelho. A defesa de Romano nega que ele tenha cometido irregularidades.
As determinações são feitas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Além das prisões, são cumpridos três mandados de busca e apreensão
Segundo a PF, a investigação apura se houve uso da estrutura do Estado para extorquir a facção criminosa e praticar corrupção e lavagem de dinheiro.
Foi determinado o afastamento das funções públicas dos policiais investigados, além de suspensão de bloqueios de pessoas jurídicas investigadas e bloqueios de contas bancárias e de criptoativos ligados aos alvos.
A PF diz que as apurações apontaram que o delegado de Polícia Civil, que se chama Marcus Henrique de Oliveira Alves, era um dos líderes do esquema. Os outros presos são os policiais civis Franklin Jose de Oliveira Alves e Leandro Moutinho de Deus.
A reportagem não localizou a defesa de Marcos Henrique e dos dois policiais.
“De forma reiterada, os servidores emitiam intimações com o propósito exclusivo de coagir e pressionar lideranças do tráfico no Rio de Janeiro, exigindo o pagamento de propinas significativas para omissão em atos de ofício”, diz o órgão, em nota.
“A negociação ilícita ocorria com cobranças incisivas e imposição de prazos. Para operacionalizar o recebimento das vantagens indevidas e manter um distanciamento físico das lideranças da facção criminosa, os policiais contavam com a atuação direta de dois intermediários.”
Os policiais investigados, segundo a PF, ocultavam o dinheiro recebido em uma rede de empresas de fachada. São investigadas suspeitas de organização criminosa, extorsão, corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro.
Autor: Folha




















