
Com o encerramento da janela partidária, o Partido Liberal se tornou o maior partido da Câmara dos Deputados fim da janela partidária. A sigla conta, a partir de agora, com 101 deputados.
A disparada é resultado da proximidade das eleições e da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência.
O PL saltou de 86 para 101 deputados no período de um mês em que foi permitida a troca de sigla sem punições, com 22 novos filiados e sete saídas, com adesões concentradas nos últimos dias do prazo.
A tendência é que o partido consolide a maior bancada desde 1998, quando o então PFL alcançou 105 cadeiras na reeleição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Meta de 115 deputados em outubro
Para as eleições de outubro, o PL projeta eleger entre 100 e 115 deputados federais e entre 20 e 25 senadores. A estratégia inclui apostar no nome de Flávio Bolsonaro à Presidência como forma de mobilizar a militância e fortalecer as candidaturas legislativas.
O líder da sigla na Câmara, Sóstenes Cavalcante, atribuiu o crescimento do partido ao desempenho de Flávio nas pesquisas. “O PL foi o partido que mais cresceu na janela. Os bons resultados nas pesquisas do Flávio Bolsonaro geraram perspectiva de poder”, afirmou.
Redutos estaduais
O partido ainda não tem costura completa em alguns estados, mas já faz apostas para alcançar suas metas. Em São Paulo, não contará mais com puxadores de votos como Carla Zambelli e Eduardo Bolsonaro, em contrapartida terá Lucas Pavanato e Luiz Philippe de Orleans e Bragança.
Em Minas Gerais, o deputado Nikolas Ferreira, que havia manifestado interesse em disputar outro cargo, deve permanecer como candidato à reeleição para a Câmara.
Novos nomes e fundo eleitoral
Entre os novos nomes que ingressaram no PL durante a janela estão Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS, e Rosângela Moro, ambos ex-membros do União Brasil. A busca por verbas do fundo eleitoral, estimadas em R$ 5 bilhões para este ano, também orientou as trocas.
O cálculo do fundo considera o resultado da eleição anterior, mas o acesso aos valores pertence aos parlamentares atualmente filiados.
Meta interna de Valdemar
O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, havia estabelecido a meta de fechar a janela com 110 parlamentares. “Na verdade, há até mais deputados querendo vir para o partido, mas, por causa da campanha nacional e da prioridade dada às disputas ao Senado em alguns estados, precisamos limitar esse número”, disse.
Centrão intercala
O avanço do PL contraria o desempenho dos partidos do Centrão no restante da legislatura. Apesar de certo volume, o desempenho foi abaixo do esperado. O PSD cresceu de 42 para 47 deputados; o Republicanos, de 40 para 44; o PP, de 47 para 50.
Ao longo da legislatura, o PL havia caído de 99 deputados na posse, em 2023, para 88 no início de 2026, antes da revertida com a janela partidária.








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