terça-feira, janeiro 13, 2026

Preocupação com segurança pressiona avaliação de Lula, aponta pesquisa

A avaliação deste terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está cada vez mais pressionada pela percepção negativa sobre a segurança pública, segundo a pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta terça (13). O levantamento mostra 50% de desaprovação contra 47% de aprovação, diferença dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais, com 3% de indecisos.

Quando a pergunta é sobre a avaliação geral do governo, o conceito negativo predomina entre os entrevistados. Do total, 15% classificam a gestão como “ótima”, 20% como “boa”, 20,5% como regular, enquanto 18,6% avaliam como “ruim” e 22,8% como “péssima”, além de 3,2% que não souberam responder.

Na soma dos resultados, ótimo e bom alcançam 35%, o regular fica em 20,5% e o ruim ou péssimo chega a 41,4%. Os números indicam dificuldade do governo em ampliar a avaliação positiva junto ao eleitorado.

A pesquisa ouviu 2.000 pessoas por telefone entre os dias 8 e 12 de janeiro, com nível de confiança de 95%. O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06731/2026.

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A segurança pública aparece como o principal ponto de desgaste da administração federal. Apenas 25,6% consideram a área “ótima” ou “boa”, 22,4% avaliam como regular e 48,7% classificam como “ruim” ou “péssima”, com 3,4% sem resposta.

A preocupação com a segurança pública passou a pressionar a avaliação positiva de Lula desde meados do primeiro semestre do ano passado, quando as principais pesquisas de opinião passaram a mostrar uma estabilização das questões econômicas e de outras polêmicas envolvendo o governo, como a guerra de Israel contra o Hamas e a reação brasileira ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos.

Desde então, a população passou a citar a segurança pública como sua maior preocupação em meio à escalada de violência nas grandes cidades. Isso fez tanto o governo como o Congresso intensificarem a tentativa de dar uma resposta à sociedade, mas que acabou deixando o Planalto da defensiva por defender uma integração com as forças regionais que poderia, segundo a oposição, interferir na prerrogativa constitucional dos governadores – a PEC da Segurança travou na Câmara e levou, mais recentemente, à saída do ministro Ricardo Lewandowski da pasta da Justiça e Segurança Pública.

Percepção negativa persiste em outras áreas

A economia também apresenta avaliação majoritariamente negativa entre os entrevistados. Segundo o levantamento, 32,2% veem a gestão econômica como ótima ou boa, 21,5% como regular e 43,4% como ruim ou péssima, enquanto 3,1% não opinaram.

Na área da saúde, os números seguem a mesma tendência observada em outros setores do governo. A avaliação é de 32,1% de ótimo ou bom, 23,2% de regular e 41,5% de ruim ou péssimo, com 3,4% de indecisos.

A educação registra o melhor desempenho relativo, mas ainda com divisão acentuada entre opiniões positivas e negativas. O setor é avaliado como ótimo ou bom por 37,9%, regular por 20,2% e ruim ou péssimo por 39,1%, além de 3% que não souberam responder.

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