O presidente do Conselho do Banco BTG Pactual afirmou, no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, que o Brasil é uma “Disneylândia” para as fintechs e que seu mercado financeiro precisa de melhor regulação. A declaração foi feita durante um debate sobre o setor bancário.
“No Brasil, a infraestrutura digital progrediu muito rapidamente. É uma Disneylândia para as fintechs porque temos essa infraestrutura. Não temos a melhor tecnologia do mundo, mas a nossa sociedade, que sofreu no passado com a inflação, aprendeu a ser muito ágil nos pagamentos”, declarou.
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O banqueiro — cuja participação no Fórum foi registrada por veículos como o jornal O Estado de S. Paulo e a CNN Brasil — afirmou que o país possui um ambiente bancário mais agressivo que o dos EUA, com uma evolução que definiu como “acelerada”. Neste contexto de forte expansão e inclusão digital, Esteves defendeu que é necessária uma regulação mais robusta, inclusive para proteger os cidadãos de ciberataques e fraudes financeiras. Ele afirmou que, com os mesmos riscos que bancos, fintechs deveriam ser submetidas às mesmas regras.
O BTG Pactual de Esteves é considerado o maior banco de investimentos da América Latina.
O que são fintechs?
Segundo o Banco Central, fintechs são empresas que introduzem inovações no mercado financeiro por meio do uso intenso de tecnologia, com potencial para criar novos modelos de negócios, processos ou produtos. No Brasil, alguns dos exemplos mais conhecidos incluem Nubank, PicPay, Mercado Pago, C6 Bank, PagSeguro, Inter e Wise.
Recentemente, o debate sobre a regulação ganhou fôlego. O BC emitiu uma norma para obrigar que as fintechs retirem a sugestão de que são “bancos” de seus nomes comerciais. Isso exigiria, por exemplo, que instituições como o Nubank alterassem a forma como se apresentam ao mercado, ajustando seu nome fantasia.
Autor: Gazeta do Povo







