A primeira-dama de Goiás, Gracinha Caiado (União Brasil-GO), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) são cotadas nas eleições ao Senado. Por motivos distintos, elas assumem o protagonismo político deixado pelos esposos e, consequentemente, o capital eleitoral nas urnas.
Após a migração do governador Ronaldo Caiado para o PSD, Gracinha ganhou mais protagonismo e deve assumir a presidência estadual do União Brasil, como principal nome da sigla em Goiás, conforme apuração da Gazeta do Povo. Ela tem percorrido o estado ao lado de Caiado e do vice-governador, Daniel Vilela (MDB). Este último assumirá o comando do Executivo com a saída de Caiado, prevista para ocorrer até o dia 4 de abril.
Enquanto o futuro do pré-candidato à Presidência da República segue indefinido, Vilela e Gracinha caminham em direção às eleições como aliados, na tentativa de fazer o sucessor de Caiado no governo, além de alçar a primeira-dama na corrida ao Senado.
A primeira-dama goiana defende que a segunda vaga para o Senado no estado seja do PL, fortalecendo a coligação de centro-direita. No entanto, a aliança segue indefinida por desavenças no PL e no PSD, nova sigla do governador Caiado. Em 2026, cada estado brasileiro irá eleger dois representantes ao Senado.
O partido do ex-presidente Jair Bolsonaro ficou mais distante do grupo político que comanda o estado depois de lançar a pré-candidatura do senador Wilder Morais (PL-GO), em fevereiro, durante evento com a presença do presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto.
Além de Michelle e Gracinha, a primeira-dama da capital do Amapá, Rayssa Furlan (Podemos-AM) deve concorrer ao Senado, ao lado do esposo, Dr. Furlan (MDB-AM), pré-candidato ao governo estadual.
O prefeito de Macapá teve a maior votação entre as capitais do país no primeiro turno das eleições municipais de 2024, quando foi reeleito com 85% dos votos válidos. Dr. Furlan deve deixar o cargo até o final de março para se dedicar à pré-campanha ao governo do Amapá junto com Rayssa, que é cotada para a corrida ao Senado.
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Com a prisão de Jair Bolsonaro, a ex-primeira-dama passou a dividir os holofotes com os filhos do ex-presidente da República, principalmente com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), escolhido pelo pai como pré-candidato à Presidência da República. Segundo a própria Michelle, ela passou a priorizar os cuidados cotidianos com a saúde de Bolsonaro, detido na Papudinha, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
“Recebo com carinho as manifestações do povo brasiliense que desejam que eu os represente em um cargo majoritário. Como tudo na minha vida, o meu futuro político eu entrego nas mãos de Deus. Digo novamente, com o coração em paz: a minha prioridade é e sempre será o meu marido e as minhas filhas”, declarou Michelle, que é presidente nacional do PL Mulher.
A ex-primeira-dama tem o apoio de Flávio e de Carlos Bolsonaro (PL-SC), que será candidato ao Senado em Santa Catarina. “São duas vagas ao Senado em todos os estados e no Distrito Federal e minha senadora no DF é Michelle Bolsonaro”, disse o filho 02 do presidente, que procura se aliar à deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) no novo estado — Carol é a pré-candidata ao Senado apoiada por Michelle.
Flávio confirmou que todos os integrantes da família serão candidatos, com exceção do irmão Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ex-deputado federal, que permanece nos Estados Unidos. “Vai todo mundo ser pré-candidato a alguma coisa, então o Carlos é pré-candidato a senador, o Renan [vereador em Balneário Camboriú] é pré-candidato a deputado federal em Santa Catarina […] A Michelle, ao que tudo indica, também é pré-candidata a senadora no Distrito Federal”, declarou em entrevista ao programa Pânico, na Jovem Pan.
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Segundo apuração da Gazeta do Povo, Gracinha Caiado trabalha pela aliança com o pré-candidato ao Senado pelo PL, o deputado federal Gustavo Gayer. A proposta encontra resistência de uma ala do partido que defende a pré-candidatura ao governo do estado do senador Wilder Morais.
O senador visitou o ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que tem o aval do líder para a disputa ao governo de Goiás. “Em 2022, ele [Bolsonaro] me convidou para ser senador e agora, mais uma vez, fui buscar orientação e recebi a confirmação de que devo seguir em frente”, disse ele, após o encontro com o ex-presidente preso.
A decisão foi confirmada no último dia 20, quando Valdemar Costa Neto foi até o estado goiano para lançar a pré-candidatura de Morais ao Palácio das Esmeraldas, sede do governo de Goiás. Além do PL, o novo partido de Caiado estará na briga por uma das duas vagas ao Senado.
O senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO) afirmou que vai concorrer à reeleição ao cargo e apoiar a candidatura presidencial do governador goiano, caso ele seja o escolhido de Gilberto Kassab.
No Distrito Federal, o PL deve apostar em uma chapa pura ao Senado com Michelle Bolsonaro e a deputada federal Bia Kicis. Segundo o deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS), que visitou Bolsonaro na Papudinha em fevereiro, o ex-presidente comunicou a decisão da pré-candidatura dupla no PL no Distrito Federal, seguindo a mesma estratégia de Santa Catarina, onde a dobradinha do partido na corrida pelo Senado será feita por Carlos Bolsonaro e De Toni.
“No Distrito Federal já está definido também e ele [Jair Bolsonaro] pediu que eu servisse de porta-voz: Michelle Bolsonaro e Bia Kicis são os nomes apoiados pelo Bolsonaro no Distrito Federal”, disse Sanderson, pré-candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul.
Se a decisão for confirmada pelo PL, a chapa pura descarta a aliança com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB-DF), que anunciou a pré-candidatura ao Senado. Rocha é da ala do MDB mais próxima de Bolsonaro e buscava o apoio do ex-presidente para disputar uma das duas cadeiras ao Senado, mas a aliança ficou distante depois de o governador ser citado no escândalo do Banco Master, pela suspeita de envolvimento nas negociações com o Banco de Brasília (BRB).
Autor: Gazeta do Povo








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