sexta-feira, abril 10, 2026
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Que vontade de dar uns socos no Rodrigo Constantino!

Terminei a leitura de “Não tema a tempestade: uma história de fé, resiliência e esperança”, do Rodrigo Constantino, com vontade de dar uns socos nele. Soco de amigo que chegou à última página do livro emocionado. Não necessariamente pela história de superação do câncer, que é obviamente emocionante, mas não me deu vontade de esmurrar o Consta. Nem pelo estilo, digamos, eficaz. E sim pela disposição do Consta em se mostrar vulnerável.

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Como esse é um livro de memórias e reflexões de um polemista, fiz várias anotações de trechos interessantíssimos que merecem ser explorados. Mas aqui e hoje quero ressaltar esse aspecto que me parece único no trabalho do Consta, tanto na Gazeta do Povo quanto no livro e alhures. Rodrigo Constantino não tem medo de se expor e nisso ele me lembra muito um cronista que já se expôs demais e que de vez em quando ainda dá suas vaciladas. E só se ferra!

Vulnerabilidade patológica

Mas você, principalmente você que tem alguma divergência com o autor, pode estar pensando que a exposição tem a ver com o exibicionismo narcisista típico das redes sociais. Talvez, mas não. Porque o exibicionista narcisista tende a fazer uma curadoria cuidadosa do que expõe para aumentar o engajamento. O Consta não. Ele mostra tudo e não é nada disso que você está pensando. Mente poluída! Ele se mostra humano e imperfeito (pô, extremamente imperfeito é sacanagem), como raros têm coragem de fazer hoje em dia. É uma exposição meio imprudente, meio excessiva. Incômoda e inconveniente. Quase doentia.

Por isso prefiro pensar numa vulnerabilidade assim, quase patológica. Aliás, queria que fosse patológica mesmo. E contagiosa. Do tipo que “adoecesse” essas pessoas insuportavelmente artificiais, que se protegem atrás de múltiplas máscaras esculpidas com a certeza inquebrável da própria superioridade. E é assim que, vulnerabilíssimo, Rodrigo Constantino faz seu apostolado: expressando toda a força que advém de reconhecermos nossas fraquezas e imperfeições. Como, por exemplo, ficar falando de Alexandre de Moraes no meio da sessão de quimioterapia. Pô, Constantino. Que vontade de te dar um soco!

Autor: Gazeta do Povo

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