Indicado para presidir a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) nesta quarta-feira (7), Otto Eduardo Fonseca de Albuquerque Lobo, 58, é um advogado carioca especializado em direito societário, do mercado de capitais, arbitragem e insolvência.
Lobo está na CVM desde 2022, após indicação do então presidente Jair Bolsonaro (PL). Com a renúncia de João Pedro Barroso do Nascimento do comando da autarquia, em julho de 2025, o advogado, que era o diretor mais antigo da autarquia, passou a ocupar a presidência do órgão de forma interina.
Entre 2015 e 2018, ele foi conselheiro titular do CRSFN (Conselho de Recursos do Sistema Financeira Nacional). Também atuou como professor de direito societário e mercado de capitais da FGV Rio (Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro) e da PUC Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro). Lecionou ainda na Emerj (Escola da Magistratura do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro) e fundou o escritório Lobo & Martin Advogados.
Lobo é graduado em direito pela PUC-Rio e mestre pela Universidade de Miami, com doutorado em direito empresarial pela USP (Universidade de São Paulo).
Em sua presidência interina, a CVM teve que lidar com escândalos, como o Banco Master, a infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) na Faria Lima e a crise da Ambipar.
Em novembro, o governo do Distrito Federal foi citado e se tornou réu em processo iniciado pela autarquia referente ao BRB (Banco de Brasília) no âmbito dos negócios com o Master.
Lobo, no entanto, não estava entre os mais cotados ao posto de forma definitiva pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Como mostrou a Folha, a aposta inicial estava nos advogados Igor Muniz, Marina Copola e André Pitta.
Muniz é presidente da Comissão Especial de Mercado de Capitais da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e advogado da Petrobras, e tinha apoio de senadores e de integrantes da Casa Civil.
Pitta é um dos sócios do escritório Trindade Sociedade de Advogados e conta com um perfil de atuação considerado amplo no mercado de capitais, advogando com direito societário de companhia aberta e com passagem pela B3.
Copola é diretora da CVM, indicada pelo ministro Fernando Haddad (Fazenda), com mandato até dezembro de 2028.
Vinculada ao Ministério da Fazenda, a CVM é responsável pela fiscalização de cerca de R$ 16,7 trilhões em ativos negociados no mercado, como ações, fundos de investimentos e debêntures.





