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Renato Freitas (PT) é pré-candidato a deputado federal no Paraná

O deputado estadual Renato Freitas (PT) voltou a ser alvo do Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) no processo disciplinar que reúne 11 representações por quebra de decoro parlamentar, pela briga de rua que ele protagonizou no centro de Curitiba no fim do ano passado. O manobrista que trocou socos e chutes com o parlamentar foi ouvido a pedido do relator do caso, o deputado estadual Márcio Pacheco (PP).

Pré-candidato a deputado federal, Freitas pode perder o mandato e ficar inelegível pelo episódio, conforme as sanções previstas pelo Código de Ética da Alep. “Vejo fundamentos razoáveis nas denúncias para o aprofundamento das investigações e não visualizo neste momento razões ou elementos comprobatórios robustos e suficientes nas alegações preliminares apresentadas pela defesa para o arquivamento”, afirmou o relator.

Imagens divulgadas pela defesa do manobrista mostram o início do desentendimento. O deputado petista aparece caminhando com uma mulher pela calçada quando um carro sai de marcha à ré de uma garagem. Freitas se vira em direção ao veículo e parece falar algo ao motorista — o vídeo não tem áudio.

Em seguida, o manobrista estaciona o carro em outra garagem. Logo depois, o deputado e o trabalhador se reencontram e o desentendimento desemboca em troca de socos e chutes.

Pacheco rejeitou os pedidos da defesa do parlamentar, entre eles o acesso a imagens de câmeras do circuito público de videomonitoramento da capital e do edifício privado. Os pedidos de perícia técnica no local e nos vídeos também foram negados.

O relator do caso no Legislativo afirmou que não há indícios de adulteração das imagens e que a análise disciplinar está ligada principalmente à conduta do parlamentar. No último dia 31, Freitas prestou depoimento no Conselho de Ética da Casa e afirmou que foi chamado de “lixo” e “nóia” pelo manobrista.

Freitas também pontuou que estava com a companheira dele, que está grávida, na ocasião. “Eu sei o caminho que eu trilhei. Exijo respeito. […] Eu lutei para andar de cabeça erguida numa sociedade como a nossa que nos humilha”, disse então.

“Uma das coisas que é profunda em todo e qualquer pai é o instinto de proteção à cria. […] Ele colocou em risco a vida da minha filha gratuitamente, não se desculpou e ainda ameaçou voltar”, completou o petista durante o depoimento.

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Renato Freitas confirma que vai disputar vaga na Câmara dos Deputados

Apesar do caso envolvendo a troca de agressões, que pode culminar na cassação e na inelegibilidade do parlamentar, Renato Freitas confirmou que deve disputar uma vaga na Câmara Federal. “Me considero já um pré-candidato a deputado federal e a minha luta vai ser de vida e morte”, disse o petista em entrevista ao canal Farol Brasil.

Além do episódio da briga de rua, outra representação por quebra de decoro tramita no Legislativo paranaense por causa de um protesto realizado pelo petista em um supermercado de Curitiba. Na ocasião, Freitas participou de uma manifestação contra a morte de um jovem de 22 anos, que teria sido espancado após suposto furto no estabelecimento. Durante o protesto, o deputado utilizou um megafone para falar com clientes e funcionários e os caixas ficaram paralisados por cerca de 15 minutos.

Procurada pela Gazeta do Povo, a assessoria do deputado alegou “perseguição” para a abertura de dezenas de processos por quebra de decoro parlamentar na Assembleia Legislativa. “Deputados da Alep têm, frequentemente, instrumentalizado o Conselho de Ética da Casa para pôr em curso um processo de perseguição política contra o mandato do deputado Renato Freitas. O comportamento se repete desde que Renato denunciou o crime de corrupção cometido pelo então presidente da Alep, Ademar Traiano (PSD)”, respondeu, em nota enviada à reportagem.

Atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, Traiano foi beneficiado por um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) após confessar que recebeu propina para a renovação de um contrato de serviço na Alep. O caso foi revelado por Freitas no final de 2023, ao incluir o processo, que corria em sigilo, em sua própria defesa no procedimento disciplinar por ter chamado o ex-presidente da Casa de corrupto.

No caso envolvendo a troca de agressões com o manobrista, a defesa de Renato Freitas ainda alegou a suspeição do relator e da presidência do Conselho de Ética, sob o comando do deputado Delegado Jacovós (PL), por inimizade política e divergências ideológicas. A tese foi recusada pela relatoria.

“A abordagem enfática por parte da defesa sob alegação de suspeição não procede em absoluto. […] Divergências políticas e ideológicas não tornam inimigos a todos que se opõem, muito menos inimigos capitais.”

Autor: Gazeta do Povo

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