Na abertura dos desfiles no Sambódromo do Anhembi, na zona norte de São Paulo, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) aproveitou o início da programação oficial para comentar o tumulto registrado no último domingo (8), na rua da Consolação, durante o pré-Carnaval. Segundo ele, a gestão municipal já identificou falhas e fará correções para evitar novos episódios.
Ao defender a organização do evento, Nunes destacou a dimensão da festa na capital paulista. “Se você imaginar um local com 15 milhões e meio de pessoas, a gente não teve nenhum acidente grave”, afirmou, ao comparar o volume de foliões com a ausência de ocorrências de maior gravidade.
O prefeito classificou o Carnaval de São Paulo como o maior do país em público. De acordo com ele, cerca de 350 mil pessoas devem passar pelo Sambódromo ao longo dos desfiles, enquanto o Carnaval de rua deve reunir mais de 16 milhões de foliões. A estimativa da Prefeitura é de que o evento gere 50 mil empregos diretos e indiretos e movimente aproximadamente R$ 3,4 bilhões na economia da cidade.
Sobre o incidente na Consolação, Nunes atribuiu o problema à interrupção prolongada de um trio elétrico, que teria permanecido parado por cerca de 1h40. A paralisação, segundo ele, provocou a concentração de pessoas ao redor do caminhão, o que resultou na queda de grades de proteção e em empurra-empurra.
“O grande problema foi a paralisação do caminhão. Não pode parar o caminhão”, declarou. O prefeito afirmou ainda que a equipe da Prefeitura revisou imagens do local “dezenas de vezes” para identificar os pontos de maior aglomeração.
Como medida preventiva, a gestão determinou o reforço das orientações aos motoristas dos trios elétricos para que evitem interrupções durante o percurso. A ideia, segundo Nunes, é manter o fluxo constante e impedir a formação de bolsões de público.
Mesmo reconhecendo falhas pontuais, o prefeito sustentou que a estrutura montada para o Carnaval tem funcionado de forma adequada diante da magnitude do evento.
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Autor: Folha




















