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Roblox: Austrália adverte empresa por exploração infantil – 10/02/2026 – Tec

A ministra de Comunicação da Austrália, Anika Wells, anunciou nesta terça-feira (10) que escreveu à gigante dos videogames Roblox para discutir urgentemente as denúncias de exploração infantil na plataforma.

Cerca de 100 milhões de pessoas usam o Roblox diariamente, e aproximadamente 40% têm menos de 13 anos, segundo dados da empresa de 2024.

Mas a plataforma tem sido acusada de não fazer o suficiente para proteger as crianças de conteúdo violento e sexual.

Um relatório de 2024 da Hindenburg Research a classificou como um “inferno pedófilo de conteúdo explícito” que expõe crianças ao assédio sexual e à pornografia.

A ministra de Comunicações afirmou que escreveu aos chefes da Roblox para pedir urgentemente que expliquem as medidas que tomarão para garantir a segurança das crianças na rede.

“Acredito que muitos de vocês, assim como eu, provavelmente ficaram indignados com o fato de crianças de apenas quatro ou cinco anos estarem vendo violência gráfica e gratuita nesta plataforma”, declarou Wells à emissora de televisão pública ABC.

A ministra indicou que pediu ao regulador australiano de internet, o Comissário de Segurança Eletrônica (eSafety, em inglês), que tome “medidas urgentes” contra a empresa.

A Roblox disse no ano passado que adotaria o reconhecimento facial obrigatório ou controles de identidade para jogadores que queiram acessar a função de chat.

A empresa com sede na Califórnia disse à AFP em um comunicado que saúda “a oportunidade de informar a ministra sobre as medidas que tomamos para manter nossa comunidade segura”.

Um porta-voz insistiu que a empresa tinha “políticas robustas de segurança e processos para ajudar a proteger os usuários que vão além das de outras plataformas”.

A Roblox é uma das várias plataformas, como Discord, WhatsApp e Lego Play, excluídas da proibição para que menores de 16 anos acessem redes sociais como Facebook, Instagram e TikTok, que entrou em vigor em 10 de dezembro.

Mas foi proibida no Qatar, Iraque, Turquia e outros países por preocupações com a segurança infantil, enquanto Texas e Louisiana, nos Estados Unidos, processaram o aplicativo pelo mesmo motivo.

Autor: Folha

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