
A nova temporada do Saideira, programa de cultura da Gazeta do Povo, começa com uma pergunta incômoda e difícil: afinal, o que é um bom ator?
A provocação surge a partir das múltiplas indicações de Wagner Moura a prêmios por sua atuação em O Agente Secreto. O reconhecimento é artístico ou político? Existe ainda critério técnico na consagração cultural ou a lógica das relações, do posicionamento e do capital simbólico passou a falar mais alto?
O debate parte dessas dúvidas, mas vai muito além.
Oscar
A conversa entre Paulo Polzonoff Jr, Francisco Escorsim e Omar Godoy desemboca naturalmente no Oscar. O que significa a maior premiação do cinema hoje em dia? O Oscar ainda é sinônimo de excelência artística ou virou mero selo de pertencimento? E é aí que o filme Uma Batalha Atrás da Outra, indicado a várias estatuetas, entra na mira do programa. Inclusive com a pergunta mais honesta possível: você levaria sua namorada para assistir a quase três horas dessa experiência?
Nem tudo, porém, é veneno. Até porque o filme Sonhos de Trem, disponível na Netflix e baseado no livro de Denis Johnson, surge como contraponto à bomba de Paul Thomas Anderson. Sonhos de Trem que, segundo a provocação do programa, faz parecer difícil acreditar que certas produções supervalorizadas estejam acima dele. Aqui a discussão não é apenas sobre gosto, e sim sobre critário.
Eis então que chegamos ao cerne da questão.
Hegemonia e coerência
Por que e como a esquerda mantém hegemonia na cultura?
O debate ganha força com dois ganchos recentes: a apresentação de Bad Bunny no Super Bowl e a música Streets of Minneapolis, de Bruce Springsteen. Artistas veteranos, consolidados, com público garantido e ainda assim engajados politicamente. Essas obras têm impacto no mundo real? Ou são apenas ruído amplificado pelas redes sociais?
E mais: é ingenuidade esperar neutralidade de artistas? Ou é legítimo questionar a quase unanimidade ideológica no meio cultural?
Nova temporada
O Saideira não oferece respostas fáceis. Oferece confronto de ideias. E várias risadas.
Se você sente que a discussão cultural virou um monólogo ou papo chato de acadêmico; se você já se perguntou por que certos artistas são “intocáveis”; se você tem a impressão de que discordar virou pecado, este programa é para você.
Sem gritaria, cancelamento ou medo de discordar.
Autor: Gazeta do Povo








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