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São Paulo ainda tem mais de 600 mil imóveis sem energia – 13/12/2025 – Cotidiano

Três dias após o início do apagão causado pela passagem de um ciclone extratropical, mais de 600 mil imóveis ainda enfrentam a falta de energia elétrica no estado de São Paulo na madrugada deste sábado (13).

No quinto apagão a atingir a capital paulista e a região metropolitana em pouco mais de dois anos, desde novembro de 2023, o número total de afetados é de 611.039.

Na capital, a falha atinge 442.573 clientes que reclamam da demora da Enel para retomar o fornecimento e enfrentam dificuldades para manter a rotina.

Na noite desta sexta, moradores do Bexiga, na região central de São Paulo, protestaram contra a falta de energia. Eles enfrentam o problema pelo terceiro dia consecutivo. Com lanternas nas mãos e batendo panelas, um grupo de pessoas passou por ruas gritando “queremos luz”.

Segundo o Portal do Bixiga, a falta de energia afeta moradores das ruas Major Diogo, Humaitá, Vicente Prado, Conde de São Joaquim, Condessa de São Joaquim, Martiniano de Carvalho e Bororós.

Moradores do Grajaú, na zona sul, também protestaram na avenida Teotônio Vilela. O grupo ateou fogo em pneus e fechou a avenida. A Polícia Militar esteve no local para liberar o trânsito.

O Tribunal de Justiça de São Paulo acatou um pedido do Ministério Público e determinou que a Enel restabeleça a energia elétrica para todos os clientes de sua área de concessão em São Paulo em até 12 horas, sob pena de multa horária de R$ 200 mil.

Além disso, a juíza Gisele Valle Monteiro da Rocha, da 31ª Vara Cível, determinou que a concessionária religue a energia de forma imediata “a contar da ciência desta decisão, ou subsidiariamente, onde ainda não houver condições técnicas de imediato para a normalização do serviço, o prazo máximo de quatro horas”, nas seguintes situações e locais:

  • Unidades hospitalares e serviços de saúde, incluindo as 114 unidades sem energia desde quinta-feira (11);

  • eletrodependentes cadastrados junto à concessionária, cuja vida depende do fornecimento contínuo;

  • instituições públicas essenciais, como delegacias, presídios e equipamentos de segurança;

  • Creches, escolas e espaços coletivos, especialmente em razão da realização de vestibulares e provas;

  • sistemas de abastecimento de água e saneamento, como instalações da Sabesp e condomínios com bombas elétricas;

  • locais que concentram pessoas vulneráveis, como idosos e pessoas com deficiência.

Em nota, a Enel não citou os prazos judiciais nem confirmou se seguirá a determinação, mas afirmou que “tem cumprido com todos os compromissos estabelecidos no contrato de concessão e que tem reforçado de forma estrutural o plano operacional da companhia”.

O plano inclui a contratação de mais eletricistas próprios, o aumento das manutenções preventivas e das podas de galhos em contato com a rede elétrica, a mobilização antecipada de equipes em campo de acordo com as previsões meteorológicas, entre outras ações.

A companhia também destacou que “segue comprometida com a melhoria contínua de todos os serviços prestados aos seus clientes”.

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