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Secretário chama greve de professores de “extrema” em Curitiba

O secretário municipal de Educação de Curitiba, Paulo Schmidt, afirmou que as negociações com os professores da rede municipal devem ocorrer ainda nesta terça-feira (8). A medida busca mitigar os impactos da paralisação e acelerar a retomada das atividades nas escolas.

Mesmo considerada ilegal pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), a mobilização da categoria cobra melhorias no plano de carreira, ampliação do auxílio-alimentação e o fim do desconto de 14% sobre aposentadorias. A decisão judicial apontou irregularidade devido ao fato de o prazo de negociação coletiva ainda não ter sido esgotado.

Segundo o secretário, cerca de 95% das unidades de ensino não tiveram o funcionamento afetado pela greve. Ainda assim, a Prefeitura busca evitar o prolongamento do impasse, classificado como uma situação extrema, e aposta no diálogo para normalizar o atendimento à população.

“Tenho conversado com as lideranças sindicais e não há motivo para prorrogar essa situação extrema. Precisamos sentar, discutir e garantir que a população não tenha maiores prejuízos”, afirmou Schmidt durante coletiva de imprensa.

Professores apresentam demandas em Curitiba

Entre os principais pontos levantados pelo Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac) está a progressão na carreira. De acordo com o secretário, a reivindicação inicial previa atendimento integral, mas cerca de metade dos profissionais aptos chegou a se inscrever no processo.

A proposta inicial da Prefeitura era contemplar aproximadamente 40% da demanda, o equivalente a cerca de 2,6 mil servidores. Com o avanço das negociações, esse percentual subiu para quase 60% dos profissionais nas fases iniciais da carreira. A projeção da gestão municipal é que, com ciclos alternados de progressão vertical e horizontal, toda a demanda atual seja atendida até o fim do mandato, em 2028.

Outras reivindicações da categoria devem ser debatidas ao longo da tarde, com o objetivo de construir um acordo que leve à suspensão da greve. “A expectativa é que amanhã tudo volte ao normal e que as atividades escolares do mês sigam plenamente”, concluiu o secretário.

Autor: Gazeta do Povo

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