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Selfit mira regiões parecidas com Nordeste para expansão – 12/03/2026 – Painel S.A.

Uma das principais concorrentes da Smart Fit no Nordeste, a Selfit pretende chegar a 250 unidades no final deste ano, sendo 200 delas próprias e 50 franquias. Para isso, investe em regiões apelidadas de “Nordeste like” pelo CEO da companhia, Fernando Menezes.

“Regiões extremamente adensadas, com baixa oferta de serviços de bem-estar e com uma parte da população com renda menor”, define o executivo. “Cidades assim existem no Sudeste, no Sul, no Centro-Oeste, onde enxergamos muito espaço para crescer”.

Uma das cidades escolhidas pela Selfit foi Cuiabá —a rede passou de duas para sete lojas na capital do Mato Grosso em um ano. “A Grande Cuiabá tem muita densidade, necessidade de serviço e renda menor, como já conhecemos e já sabemos trabalhar”, explica.

A empresa corre por fora dos locais cobiçados por outras academias que adotam o sistema “low cost”, setor capitaneado pela Smart Fit. Grandes centros do Sudeste são disputados por, além da pioneira, Panobianco, Blue Fit, Gaviões e SkyFit, para citar alguns exemplos.

Apesar de ainda não querer briga por espaço em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, a Selfit faz parte do grupo de empresas que tenta abocanhar pedaços da demanda por academias no Brasil —que, na opinião de executivos ouvidos pela coluna, segue desassistida, ainda que o país seja o segundo em número de academias no mundo.

Enquanto algumas das pretendentes contam com uma fatia importante de clientes vinda de plataformas de benefícios corporativos como Wellhub e Total Pass —a Panobianco, por exemplo, possui contrato de exclusividade com a primeira—, a Selfit não acredita no modelo como chamariz de público.

A rede não aceita o Total Pass, que pertence ao grupo Smart Fit, e atende apenas alunos que assinem planos mais altos do Wellhub, como o Silver+ —e só começou a fazê-lo em 2025.

O argumento de Menezes é a preferência pelo cliente “do balcão”, isto é, que paga mensalidade para a Selfit e não para uma plataforma agregadora. Além disso, o executivo teme que aceitar muitos alunos de programas do tipo provoque uma lotação desconfortável no espaço.

“Outros players que aceitam os planos mais baixos devem ter uma certa ociosidade em suas academias e geram volume acelerando os agregadores”, afirma o CEO.

Ainda que a concorrência entre as redes low cost esteja se acirrando no país, Fernando Menezes defende que “seu maior adversário é o sofá”.

“97% da população sequer está matriculada numa academia. Dentro dos 3% que estão, boa parte está concentrada na mesma região”, estima. “No Brasil, há mais demanda do que oferta [por serviços fitness]. Há poucos lugares onde a dinâmica está invertida”.

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Autor: Folha

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