A APROBIO (Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil) afirmou, em nota, que a escalada de tensões no Oriente Médio reforça a necessidade de o Brasil avançar na mistura obrigatória de biodiesel no diesel.
Segundo a entidade, instabilidades na região costumam pressionar os preços do petróleo e acabam impactando diretamente o custo do frete, dos alimentos e a inflação no país.
Mesmo sendo produtor de petróleo, o Brasil ainda depende de importações relevantes de diesel. Dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) mostram que as importações representaram, em média, 26% da oferta interna total de diesel em 2024, chegando a 28% em outubro daquele ano. “Isso expõe o país a riscos de preço, câmbio e abastecimento”, destacou associação.
Diante desse cenário, a associação defende o avanço do atual B15 para B16 como forma de reduzir a dependência externa e ampliar a segurança energética.
A entidade afirma que cada ponto percentual adicional de biodiesel na mistura significa menor necessidade de importação de diesel fóssil, menor exposição à volatilidade internacional e ao dólar, além de mais estabilidade para a logística e para os preços internos.
Segundo a associação, o avanço também amplia o uso da capacidade instalada da indústria nacional, com geração de renda e empregos no país.
Somado a esse cenário, a entidade destaca que o avanço da mistura deve ser acompanhado por maior rigor na fiscalização e no controle de qualidade. “É necessário aprimorar os mecanismos de monitoramento em toda a cadeia, da produção à distribuição e revenda, para assegurar que o combustível chegue ao consumidor dentro dos padrões estabelecidos”, informou.
Autor: CNN Brasil




















