O setor imobiliário voltou a ser o que mais subiu na Bolsa de Valores em 2025, com uma alta acumulada de 73,5% do índice que reúne as companhias do setor. A valorização do ano passado foi a segunda maior desde a criação do índice imobiliário em 2008, e a rentanbilidade foi mais que o dobro do Ibovespa, principal indicador da B3.
Os dados são da Elos Ayta Consultoria. O resultado vem após um 2024 desafiador para as incorporadoras da B3, quando o índice imobiliário teve a quarta maior queda setorial.
As empresas de construção civil da Bolsa foram impactadas naquele ano pelos temores dos investidores com um novo ciclo de alta da taxa básica de juros, a Selic, iniciada em setembro de 2024.
Mas, de acordo com relatório publicado pelo Santander no dia 28 de dezembro, a demanda se mostrou resiliente no ano passado, mesmo com os juros a 15% —principalmente no segmento voltado ao Minha Casa, Minha Vida, cujas taxas subsidiadas não sofrem tanto a influência da Selic.
O segmento do altíssimo padrão, que é mais resistente aos juros elevados devido ao maior poder aquisitivo desse público, também se mostrou aquecido.
Na Bolsa, as companhias que puxaram a alta o índice imobiliário foram a JHSF, líder no setor de alto padrão, com elevação de 131,5% das ações ao longo de 2025. A empresa foi seguida pela Trisul, que atende os dois segmentos e subiu 120,4%, e pela Cury, que é totalmente voltada à baixa renda e cujos papéis avançaram 113,2%.
Depois, aparecem Tenda, com 107,7% de valorização, Cyrela (97,8%), Direcional (93,6%) e Helbor (90,5%). Dessas, Tenda e Direcional são inteiramente focadas no Minha Casa, Minha Vida.
Em 2023, ano em que o governo Lula promoveu mudanças no programa habitacional, reajustando os preços das faixas e ampliando o público com acesso aos imóveis, o índice imobiliário também liderou a alta setorial na B3, com elevação de 53%.
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