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Soja avança 91,7% e garante superávit da balança comercial em janeiro

O início de 2026 reforçou o peso estrutural da soja para o comércio exterior brasileiro. Em um mês marcado por leve queda nas exportações totais, o desempenho do grão ajudou a sustentar o saldo positivo e manteve o agro como principal vetor de suporte da balança.

Dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) divulgados nesta quinta-feira (5), mostram que a agropecuária foi o único grande setor a crescer no período, com alta de 2,1% e incremento de US$ 0,08 bilhão nas vendas externas. 

Segundo o diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão, o desempenho não reflete apenas a nova colheita, mas ainda carrega efeitos da safra histórica anterior.

“A safra de soja no ano passado foi mais tarde, ela foi plantada e colhida mais à frente no ano e foi escoada também mais à frente, tanto que, apesar de termos tido safra recorde no ano passado, no primeiro semestre observamos queda, os volumes muito significativos no segundo semestre”, afirmou em coletiva de imprensa. 

“Então, muito provavelmente esse grande volume agora de janeiro ainda é o resquício do escoamento da safra recorde do ano passado. Agora estamos na entressafra, o Brasil ainda está escoando a soja da safra 24/25 e agora está na colheita da safra 25/26”, destacou.

O grão também ajudou a elevar os embarques para a Ásia, com aumento das vendas para países como China e Índia. 

Ao todo, o país registrou superávit de US$ 4,34 bilhões em janeiro, resultado obtido em meio à queda das importações e ao desempenho positivo do agronegócio. 

Carne vai bem, café vai mal

Além da soja, a carne bovina foi outro destaque na balança de janeiro, com um salto de 45,2% nas exportações para a Ásia e 81% para o Oriente Médio. O milho também seguiu em alta, com crescimento superior a 30% em mercados estratégicos.

Na contramão, o café recuou 27,1% em valor (cerca de US$ 200 milhões) nas exportações para a Europa, refletindo a cautela dos compradores internacionais diante da volatilidade dos estoques e incertezas sobre o acordo Mercosul-UE

Indústria e mineração pressionam resultado

O desempenho geral das exportações foi limitado pela retração de segmentos relevantes da pauta brasileira.

A indústria extrativa caiu 3,4%, puxada principalmente pela redução nas vendas de petróleo (-7,8%) e minério de ferro (-8,6%). Já a indústria de transformação recuou 0,5%. 

Com isso, a corrente de comércio totalizou US$ 45,96 bilhões no mês, queda de 5,1% na comparação anual.

Autor: CNN Brasil

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