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SP ainda tem 19 mil imóveis sem energia – 15/12/2025 – Cotidiano

Embora a própria Enel tenha afirmado que resolveria o apagão até o fim deste domingo (14), São Paulo inicia a segunda-feira (15) com 19.014 imóveis sem energia.

A capital completa cinco dias com milhares de imóveis sem energia, desde a ventania causada pelo ciclone extratropical que atingiu o Sudeste. O atraso para o próprio prazo faz com que a empresa continue a descumprir uma liminar expedida pela Justiça na sexta-feira (12), obrigando o restabelecimento da energia em até 12 horas após a decisão –já se passaram mais de 48h.

Nos municípios da região metropolitana, 10.368 imóveis seguem sem energia. Junto com os da capital, somam 29,3 clientes interrompidos, usando a classificação da própria empresa.

Em nota emitida no sábado, a Enel não citou a liminar, expedida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo em resposta a uma ação do Ministério Público estadual. No mesmo texto a concessionária previu encerrar o apagão até a noite seguinte –até então, não havia prazo.

A decisão da Justiça estabelece multa de R$ 200 mil por hora de atraso para resolver a situação.

Em seu site, a concessionária escreveu que a energia já foi restabelecida “para 99% dos clientes que tiveram o fornecimento afetado pelo ciclone extratropical que atingiu a área de concessão nos dias 1o e 11 de dezembro”.

“Desde a manhã de quarta-feira, mobilizamos um número recorde de equipes em campo, chegando a até 1.800 times ao longo dos dias de trabalho. Seguimos atuando para atender todos os clientes que tiveram o serviço afetado pelo evento climático e que registraram falta de luz nos dias seguintes ao ciclone”, diz outro trecho do texto, que não cita a quantidade de imóveis sem abastecimento.

O Ministério de Minas e Energia afirmou, em nota publicada neste domingo (14), que a Enel poderá perder a concessão de distribuição de energia em São Paulo caso “não cumpra integralmente os índices de qualidade e as obrigações contratuais previstas na regulação do setor.”

O posicionamento do governo federal não deixa claro quais as condições para a eventual perda da concessão.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, “irá propor uma agenda com o governador do estado e o prefeito da capital de São Paulo para alinhamento de responsabilidades e atuação coordenada”, conclui o texto.

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