
O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma o julgamento sobre a validade de regras do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que limitam a manifestação de juízes nas redes sociais. A norma busca proibir opiniões político-partidárias e autopromoção dos magistrados para preservar a imparcialidade do cargo.
O que diz a regra que está sendo julgada?
A norma, criada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), orienta juízes a evitar manifestações político-partidárias e autopromoção em ambientes virtuais. A regra sugere que magistrados não opinem sobre políticos ou partidos e se abstenham de superexposição, visando preservar a imagem de imparcialidade do Judiciário. O uso de pseudônimos não isenta o juiz de responsabilidade.
Por que a regra é questionada na Justiça?
Associações de magistrados afirmam que o CNJ, órgão de controle administrativo e disciplinar do Judiciário, não tem competência para criar esse tipo de regra, que dependeria de uma lei. Alegam também que a resolução promove censura e viola a liberdade de expressão e a privacidade dos juízes, já que a fiscalização poderia se estender até mesmo a aplicativos de mensagens privadas, como WhatsApp.
Quais são os argumentos a favor da norma do CNJ?
Especialistas defendem que o CNJ agiu dentro de sua competência de fiscalizar a conduta dos juízes. O argumento é que a regra não cria proibições novas, apenas reforça deveres de imparcialidade e discrição que já existem na Lei da Magistratura (Loman). O objetivo é proteger a dignidade do cargo e a confiança da população no Judiciário, não censurar o indivíduo.
O caso já foi julgado antes? Como está a situação?
Sim. Em 2022, em uma sessão virtual, o STF já havia julgado a questão, com 4 votos a 0 para manter a validade da norma. No entanto, um pedido de destaque do ministro Nunes Marques levou o caso para o plenário físico. Com isso, o placar foi zerado e o julgamento recomeça do início, com todos os ministros votando novamente.
Então os juízes estão proibidos de usar as redes sociais?
Não. A resolução não proíbe o uso, mas orienta sobre o conteúdo. Vários magistrados, inclusive ministros do STF, mantêm perfis ativos. A norma incentiva o uso para fins educativos, como explicar novas leis para um público amplo. A restrição é focada em manifestações de cunho político-partidário ou que afetem a imagem de neutralidade da Justiça.
Este conteúdo foi gerado com inteligência artificial. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema consulte a reportagem a seguir.
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Autor: Gazeta do Povo








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