Taís Araújo usou as redes sociais neste sábado (10) para lamentar a morte de Manoel Carlos. A atriz foi a primeira Helena negra da teledramaturgia, nome comum entre as protagonistas das novelas de Maneco. O famoso autor de novelas faleceu hoje, aos 92 anos, após ficar afastado das novelas por mais de dez anos.
A informação da morte foi confirmada pela produtora oficialmente responsável pelo legado do escritor, detentora de seus direitos autorais e desenvolvedora de novos projetos, em comunicado divulgado nas redes sociais.
Leia a nota na íntegra:
“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Manoel Carlos Gonçalves de Almeida, carinhosamente conhecido como Maneco, ocorrido hoje, aos 92 anos. O velório será fechado e restrito à família e amigos íntimos. A família agradece as manifestações de carinho e solicita respeito e privacidade neste momento delicado”.
Comunicado de falecimento de Manoel Carlos
Reprodução/Instagram
Entre os famosos que estão lamentando a partida do gênio da teledramaturgia está Taís Araújo, que marcou a história da Globo. A atriz viveu a primeira Helena negra, nome comum às protagonistas de Maneco, em ‘Viver a Vida’, e usou seu Instagram para deixar uma mensagem de agradecimento.
‘Obrigada por ter acreditado em mim e por ter me transformado. E, principalmente, obrigada por fazer o Brasil sonhar e ser mais bonito’, começou a atriz. No fim da mensagem, Taís Araújo fez questão de salientar a contribuição inegável do autor para a cultura brasileira: ‘Seu legado na teledramaturgia jamais será esquecido por todos nós’.
Manoel Carlos
Reprodução/Instagram
Manoel Carlos deixa a esposa, Elisabety Gonçalves de Almeida, e as filhas Julia Almeida, do atual casamento, e Maria Carolina, da união com Cidinha Campos. O escritor já havia passado pela perda da primeira esposa, Maria de Lourdes, que morreu em 1972, e de outros três filhos — Ricardo Almeida, Manoel Carlos Jr. e Pedro Almeida, que morreram em 1988, 2012 e 2014, respectivamente.
A primeira novela diária escrita por Manoel Carlos foi Maria, Maria (Globo, 1978), exibida às 18h. Antes, ele havia assinado três adaptações — Helena (TV Paulista, 1952), Nick Chuck (TV Paulista, 1952) e Iaiá Garcia (TV Paulista, 1953), quando os folhetins tinham duração média de dez capítulos e eram exibidos duas vezes por semana.
O adeus a Manoel Carlos
Para Maria, Maria, o novelista se baseou no romance Maria Dusá, de Lindolfo Rocha, e contou com Nívea Maria interpretando as protagonistas Maria Helena Alves e Maria Dusá. Seu trabalho seguinte foi A Sucessora (Globo, 1978) adaptação do romance homônimo de Carolina Nabuco, com Susana Vieira no papel central.
A ida para o horário nobre aconteceu em 1980, ao dividir a autoria de Água Viva com Gilberto Braga — única parceria da dupla. Como autor titular e texto original (sem ser adaptação literária), a primeira novela foi Baila Comigo (Globo, 1981), quando teve sua primeira protagonista Helena, interpretada por Lilian Lemmertz (1937-1986).
Christiane Torloni, Regina Duarte, Maitê Proença, Julia Lemmertz, Taís Araujo e Vera Fischer interpretaram as Helenas de Manoel Carlos
Reprodução/TV Globo
Entre as marcas clássicas das obras de Manoel Carlos, a mais forte é o nome Helena, usado para batizar suas personagens centrais. Ao todo, o autor fez nove novelas com Helenas como protagonistas. De acordo com ele, o nome foi escolhido em alusão à Helena de Troia , personagem da mitologia grega, considerada a mulher mais bela do mundo.
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