O técnico do Senegal, Pape Bouna Thiaw, disse que sua decisão de ordenar que seus jogadores abandonassem o campo na acirrada final da Copa Africana de Nações, no domingo (18), foi motivada pela emoção e por um sentimento de injustiça.
Em uma publicação no Instagram nesta quinta-feira (22), Thiaw tentou explicar suas ações, que foram amplamente condenadas e pelas quais ele enfrenta uma possível sanção.
O Senegal realizou um longo protesto após um pênalti ser marcado nos minutos finais da partida de domingo contra o Marrocos, país anfitrião, após revisão do VAR, abandonando o campo antes de retornar para continuar o jogo.
O Marrocos desperdiçou o pênalti, levando a partida para a prorrogação, onde o Senegal marcou o gol da vitória por 1 a 0 e conquistou seu segundo título da Copa Africana de Nações nas últimas três edições.
“Vivemos um torneio excepcional com uma organização magnífica, que infelizmente terminou em tragédia”, escreveu o técnico senegalês.
“Nunca foi minha intenção ir contra os princípios do jogo que tanto amo.”
“Simplesmente tentei proteger meus jogadores da injustiça. O que alguns verão como uma violação das regras nada mais é do que uma reação emocional à parcialidade da situação”, continuou.
“Após discussões, decidimos retomar a partida e buscar o troféu para vocês (torcedores senegaleses). Peço desculpas se ofendi alguém, mas os amantes do futebol entenderão que a emoção é parte integrante deste esporte.”
O Senegal está em festa desde que a equipe retornou a Dakar na segunda-feira (19). Thiaw, de 44 anos, ex-jogador da seleção, homenageou seu elenco, que foi recompensado com bônus de mais de US$ 130 mil, além de terrenos litorâneos, como reconhecimento por seus esforços.
“Meus rapazes, esses 28 guerreiros que deram suor, sangue e alma por sua nação”, acrescentou o técnico.
“É um prazer liderar vocês porque, além de serem lendas, vocês são pessoas excepcionais!”
Uma decisão sobre possíveis sanções para o Senegal do comitê disciplinar da CAF (Confederação Africana de Futebol) é esperada nos próximos dias.
Autor: Folha







