O tenista argentino Román Burruchaga, número 104 do ranking da ATP, admitiu ter recebido ameaças de morte na semana passada durante sua participação no torneio Challenger de Rosário, na Argentina.
Burruchaga, de 24 anos, perdeu no domingo (8) a final do Challenger 125 de Rosário para seu compatriota Camilo Ugo Carabelli, mas antes dessa partida recebeu ameaças para entregar seu jogo de semifinal contra o taiwanês Chin-Hsin Tseng.
Apesar disso, Burruchaga derrotou o tenista asiático.
Nesta terça-feira, após vencer sua estreia no ATP 250 de Buenos Aires contra o sérvio Laslo Djere (91º) por 6-2, 6-4, ele disse ter vivido “dias estressantes” em Rosário.
“Espero que possamos encontrar uma solução e acabar com tudo isso”, disse o filho do ex-jogador de futebol Jorge Burruchaga, que marcou o gol que deu à Argentina o título da Copa do Mundo no México em 1986.
“Infelizmente, essas coisas acontecem e já nos acostumamos. Normalizamos, mas não deveria ser assim. O que aconteceu outro dia não é algo que costuma acontecer, foi algo mais chocante e mais anormal, por isso aconteceu o que aconteceu. Espero que se possa encontrar uma solução”, afirmou.
“Foi diferente porque recebi várias mensagens com informações pessoais sobre mim, por isso digo que foi mais chocante”, disse Burruchaga, que também mencionou o apoio que recebeu dos organizadores do torneio de Rosário, o que o acalmou e o ajudou a se preparar para a partida contra Tseng.
“Quando isso aconteceu, registramos uma queixa para que as apostas fossem canceladas e pudéssemos ficar tranquilos. Tive proteção policial no sábado e no domingo, quando joguei a final. Estive na delegacia, conversando com o promotor, coisas que nunca tinha vivenciado antes”, acrescentou Burruchaga.
No mesmo torneio em Rosário, o espanhol Nikolas Sánchez Izquierdo também recebeu ameaças minutos antes de sua partida da segunda rodada contra o argentino Valerio Aboian, que perdeu em dois sets.
O argentino Juan Manuel Cerúndolo, por sua vez, disse na terça-feira que “o que aconteceu em Rosário foi bastante sério”.
“Quando o incidente com Sánchez Izquierdo ocorreu, eles não quiseram dizer nada; queriam que fosse confidencial. Quando a polícia chegou (ao clube), começamos a perceber que algo estava acontecendo”, relatou Cerúndolo.
“Recebemos ameaças todos os dias; isso se tornou normal”, observou.
Autor: Folha








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