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Toffoli atribui a Lula envio de relatório da PF ao STF sobre suas relações com Daniel Vorcaro, diz jornal

O ministro Dias Toffoli considera que o presidente Lula é o principal responsável pela ação da Polícia Federal (PF) ao enviar ao presidente da corte, Edson Fachin, um relatório que expõe as relações de Toffoli com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

Conforme informações da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, Toffoli expressou a interlocutores próximos sua certeza de que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, agiu em nome de Lula ao encaminhar diretamente ao Supremo o dossiê, que contém registros de ligações, mensagens e transações envolvidas direta ou indiretamente com o ministro.

Segundo a colunista, Toffoli acredita que Rodrigues não teria enviado o relatório sem a autorização de Lula. Além disso, horas antes de Toffoli ser pressionado por outros ministros do STF a deixar a relatoria do processo, Lula se encontrou com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e solicitou rigor na apuração das fraudes associadas ao banco de Vorcaro. Na condição de PGR, Gonet possui a prerrogativa de solicitar a suspeição do ministro.

Desentendimentos e relações pessoais

Para o ministro do STF, Lula, que oficializou a indicação de Toffoli para o Supremo em 2009, carrega uma mágoa antiga em relação a um episódio de 2019. A pessoas próximas, conforme Malu Gaspar, Toffoli teria afirmado que o petista busca vingança.

Naquele ano, enquanto cumpria prisão por corrupção e lavagem de dinheiro na Superintendência da PF em Curitiba (PR), um de seus irmãos, Genivaldo Inácio da Silva, conhecido como Vavá, faleceu. Os advogados de Lula solicitaram autorização judicial para que ele pudesse comparecer ao enterro, mas o pedido foi negado nas duas primeiras instâncias.

A defesa recorreu ao Supremo, e a decisão coube a Toffoli, que presidia a corte na época e estava de plantão durante o recesso do Judiciário. No entanto, o ministro liberou a autorização apenas minutos antes do enterro de Vavá, que ocorreu em São Bernardo do Campo (SP), a mais de 400 quilômetros de onde Lula estava preso, e ainda impôs a condição de que ele se encontrasse com a família em um quartel militar, onde o corpo do irmão poderia ser levado.

Diante das restrições estabelecidas por Toffoli, Lula optou por não viajar. Após seis anos de distanciamento, os dois voltaram a se aproximar no final de 2024, mas a mágoa do presidente teria permanecido.

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