
O transporte coletivo de Curitiba volta a aceitar, a partir deste domingo (1º), o pagamento por celular e relógios inteligentes em toda a rede da capital. A modalidade, baseada em tecnologia de aproximação (NFC), estará disponível nos 1,3 mil ônibus e nas 330 estações-tubo, permitindo que o usuário pague a tarifa apenas encostando o dispositivo no validador.
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O pagamento por celular e relógios inteligentes havia sido suspenso em abril de 2024 após a identificação de um esquema de fraudes envolvendo cartões virtuais e a venda irregular de passagens. À época, a empresa responsável pela gestão do transporte coletivo da capital paranaense — Urbanização de Curitiba (Urbs) —, em conjunto com a Polícia Civil, detectou inconsistências na geração de carteiras digitais.
Desde então, a Urbs acionou instituições bancárias, empresas de aplicativos e bandeiras de cartões para reforçar os protocolos de segurança. Uma das principais mudanças está relacionada ao processamento das transações.
Antes, havia um intervalo maior entre a realização da operação e a análise efetiva no sistema, o que impactava principalmente as transações negadas, que demoravam a ser incluídas na lista restritiva, conforme explicou o órgão vinculado à administração municipal. Com a otimização do processamento, as negativas passam a ser registradas de forma mais ágil, reduzindo o intervalo de vulnerabilidade e fortalecendo o controle antifraude no pagamento por celular e relógios inteligentes.
“O objetivo das medidas implementadas foi reforçar a segurança nas carteiras digitais e aprimorar o processamento de pagamentos para tornar as transações mais eficientes e confiáveis tanto para o sistema quanto para o usuário”, afirma o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto. “Vamos avaliar como vai funcionar nos ônibus e estações-tubo primeiro e depois poderemos levar a forma de pagamento para alguns terminais”, completou.
Pagamento por celular e relógios inteligentes era minoria antes da suspensão temporária
A retomada do pagamento por celular e relógios inteligentes ocorre em um sistema que registra, em média, 11,3 milhões de pagantes por mês. Atualmente, 81% das passagens são quitadas com cartão-transporte Urbs, que dá direito a integrações temporais. Cartões de crédito e débito, incluindo versões virtuais, respondem por 12%, enquanto o dinheiro representa 7%.
Antes da suspensão, o pagamento por celular e relógios inteligentes correspondia a 1,99% do total mensal, cerca de 224,6 mil passagens. No caso de cartões de débito e crédito e carteiras digitais, a tarifa de R$ 6 tem acréscimo de R$ 0,13, taxa destinada às operadoras.
Para utilizar a funcionalidade, é necessário que o aparelho tenha tecnologia NFC ativada e que o cartão esteja cadastrado em carteira digital, como Google Wallet, Apple Pay ou Samsung Pay. Basta desbloquear o celular ou relógio e aproximá-lo do validador, no mesmo local indicado para cartões físicos, e aguardar a confirmação. Não é necessário digitar senha para o valor da passagem.
Autor: Gazeta do Povo








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