
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou os presidentes da Argentina, Javier Milei, e da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, para integrar o Conselho da Paz. O órgão supervisionará o governo tecnocrático da Faixa de Gaza.
Milei publicou no X a foto do convite neste sábado (17). “É uma honra para mim receber o convite para que a Argentina integre, como membro fundador, o Conselho da Paz”, afirmou.
“A Argentina sempre estará ao lado dos países que enfrentam o terrorismo de forma direta, defendem a vida e a propriedade e promovem a paz e a liberdade”, acrescentou.
O porta-voz turco, Burhanettin Duran, anunciou que Erdogan não comentou o convite. Trump também convidou o ditador egípcio Abdel Fatah Al-Sisi e o primeiro-ministro canadense, Mark Carney. Um funcionário de Ottawa disse que Carney pretende aceitar.
Trump presidirá o conselho. O órgão faz parte da segunda fase do plano de paz dos EUA para Gaza.
Conselho da paz em Gaza será presidido por Trump
Além de Milei, o conselho terá Marco Rubio, secretário de Estado americano; Tony Blair, ex-primeiro-ministro britânico; Steve Witkoff e Jared Kushner, enviados de Trump; o bilionário Marc Rowan; Ajay Banga, presidente do Banco Mundial; e Robert Gabriel, assessor de Trump.
O conselho da paz em Gaza terá autoridade sobre o Comitê Nacional para o Governo de Gaza (NCAG, em inglês), liderado por Ali Shaath, ex-ministro dos Transportes da Autoridade Palestina. Shaath comandará a reconstrução do território, devastado por dois anos de bombardeios de Israel.
Trump cumpre promessa feita em fevereiro de 2025, quando afirmou que os EUA assumiriam o governo de Gaza. Agora, Washington terá controle administrativo e militar do território.
O plano de paz dos EUA, apresentado em setembro de 2025, recebeu aprovação de Tel Aviv, do Hamas e do Conselho de Segurança da ONU em novembro. O texto prevê envio de força militar árabe, desarmamento do Hamas e futura criação de um Estado palestino.
O Hamas condiciona a entrega das armas ao reconhecimento do Estado palestino. O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, afirma que nunca permitirá essa medida.
Autor: Gazeta do Povo





