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Unioeste e prefeitura iniciam estudos de monitoramento das barragens urbanas de Cascavel

Movimentação de equipes técnicas, equipamentos e voos de drones marcaram o início das atividades de campo do projeto de monitoramento das barragens urbanas de Cascavel. Pesquisadores da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) Campus Cascavel deram início aos primeiros levantamentos que avaliam as condições ambientais e estruturais da barragem e da área ao seu redor.

Entre as ações já em andamento estão o mapeamento aéreo, medições do volume de água e fundo do lago por meio de batimetria, análises da fauna e da vegetação e o cadastramento de moradores e construções localizadas na área de influência da barragem. As informações coletadas servirão de base para a atualização dos planos de segurança e para a elaboração do Plano de Ação Emergencial (PAE), documento que orienta procedimentos em situações de risco.

Com duração prevista de 12 meses, o projeto, fruto de uma parceria com a Prefeitura Municipal e com participação de pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), resultará em relatórios técnicos que irão apoiar a gestão e monitoramento permanente dessas estruturas, fortalecendo ações preventivas e a segurança da população. 

A iniciativa reúne cerca de 50 profissionais, entre professores, pesquisadores, estudantes e técnicos de diferentes áreas das engenharias e das ciências biológicas. Os dados e ensaios laboratoriais também comporão dissertações e teses dentro dos programas de pós-graduação da Unioeste, contribuindo para a formação de recursos humanos especializados em segurança de barragem e diagnósticos ambientais.

De acordo com a professora Rosilene Luciana Delariva, coordenadora do projeto ao lado do professor Guilherme Irineu Venson, a proposta é realizar uma avaliação ampla das barragens urbanas, considerando tanto os aspectos estruturais quanto ambientais. “É como um check-up das estruturas. Nós fazemos uma espécie de radiografia das condições da barragem e do ambiente ao redor, analisando desde a estabilidade e o volume de água até a fauna, a flora e as comunidades que poderiam ser afetadas em uma eventual emergência”, explica.

Na área da engenharia, os estudos concentram-se na análise da estabilidade da barragem e na revisão periódica obrigatória de segurança, prevista pela legislação brasileira. Segundo o professor Guilherme Irineu Venson, engenheiro civil e especialista em geotecnia, o trabalho permite compreender como a estrutura se comporta após décadas de funcionamento.

“A barragem do Lago Municipal é uma barragem de solo compactado, com 423 metros de comprimento e cerca de 17 metros na sua porção mais profunda. Ela retém aproximadamente 1,6 milhão de metros cúbicos de água. Foi projetada no final dos anos 1970, construída entre 1983 e 1984, e agora avaliamos como essa estrutura se encontra ao longo do tempo e qual é o seu nível de segurança”, destaca.

Além da análise estrutural, o projeto também investiga os possíveis impactos ambientais e sociais associados às barragens. O diagnóstico busca compreender quais elementos naturais e humanos podem ser afetados em situações de risco.

Dentro das atividades de engenharia, serão realizadas coletas de solo diretamente na barragem para análises laboratoriais que irão verificar a resistência e as condições atuais do material que compõe a estrutura. Além das coletas em campo, o trabalho inclui análises laboratoriais e modelagens que permitirão simular possíveis cenários de inundação e definir, junto à Defesa Civil e aos órgãos ambientais, estratégias de resposta e prevenção.

Autor: Agencia Paraná

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