Pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Odontologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) desenvolvem um estudo sobre o impacto do tratamento de pontos gatilho miofasciais na percepção do zumbido somatossensorial. O público-alvo são adultos entre 18 e 60 anos que apresentem a queixa. As atividades serão realizadas no Serviço Ambulatorial em Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial (Samdof) das Clínicas Odontológicas da UFPR, no Campus Jardim Botânico.
O principal objetivo do projeto é avaliar o impacto do tratamento de nódulos contraídos e dolorosos em faixas tensas de músculos na percepção do zumbido somatossensorial – especialmente em pacientes com disfunção da articulação temporomandibular (DTM). Estímulos físicos, como movimentos do pescoço, da mandíbula ou contrações musculares podem alterar o timbre ou o volume do zumbido percebido pelo público-alvo da investigação.
Priscila Brenner Hilgenberg Sydney, professora adjunta do Departamento de Odontologia Restauradora da UFPR, é a responsável pela pesquisa. O estudo experimental com seres humanos tem a intenção de avaliar o efeito das intervenções em saúde, e utilizará método científico em que os participantes e os pesquisadores não saberão qual o tratamento (placebo ou real) e a quem está sendo administrado – o que eliminaria possibilidade de tendências na avaliação.
“Trata-se de um ensaio clínico que investigará a eficácia da toxina botulínica tipo A em comparação com anestésico local e placebo. Serão analisados parâmetros musculares avaliados por ultrassom, intensidade da dor e do zumbido, qualidade de vida e do sono, hipersensibilidade auditiva e presença de bruxismo”, explica Gabriel Augusto Silva de Oliveira, mestrando em Odontologia pela Federal. O estudo faz parte da dissertação dele e da tese de doutorado de Gabriela Schumacher, também aluna do Programa de Pós-Graduação em Odontologia.
“O zumbido somatossensorial é uma condição que impacta significativamente a qualidade de vida de muitos pacientes, e ainda carece de protocolos terapêuticos bem estabelecidos”, afirma Gabriel. Os interessados em participar da pesquisa devem entrar em contato pelo número (41) 995527638.
Autor: Agencia Paraná




















