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Variante BA.3.2 da Covid-19 representa baixo risco à saúde – 06/04/2026 – Equilíbrio e Saúde

De acordo com as evidências conhecidas até o momento, a sublinhagem BA.3.2 da variante Ômicron da Covid-19 representa um baixo risco à saúde pública se comparada a outras descendentes da mesma cepa.

A afirmação partiu da Rede Global de Vírus (Global Virus Network, em inglês), que reúne virologistas de mais de 90 centros de excelência em virologia presentes em mais de 40 países. Não foi observado um aumento de casos graves, hospitalizações ou mortes relacionadas à variante.

A BA.3.2 está presente em ao menos 23 países, entre eles os Estados Unidos. A variante ainda não foi identificada no Brasil, de acordo com o informe Vigilância das Síndromes Gripais, do Ministério da Saúde, com dados até 28 de março.

Apesar do aumento da probabilidade de infecção ou reinfecção, o contato com a variante não implica redução da proteção contra formas graves da doença. Tais mudanças são consistentes com a evolução esperada do SARS-CoV-2 e de outros vírus respiratórios.

Fernando Spilki, virologista da Universidade Fevalle e coordenador do Comitê Gestor da Rede Vírus do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, explica que a maioria das pessoas está vacinada e teve contato com o vírus selvagem na comunidade, com diferentes cepas que circularam ao longo do tempo.

“A população imunizada de acordo com a constância determinada pelas autoridades sanitárias tem uma imunidade robusta o suficiente para não evoluir para as formas mais graves caso se infecte”, diz o pesquisador.

Especialistas dizem não ver motivos para alarme, mas afirmam que a vigilância precisa ser constante. A população deve se informar a respeito das vacinas recomendadas contra a Covid, adotar boas práticas de higiene e precaução respiratória quando necessário e procurar exames e orientação médica caso apresente sintomas da doença.

No Brasil, as vacinas ofertadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) são atualizadas conforme as cepas em circulação. Os imunizantes protegem contra casos graves e óbitos por Covid.

Além disso, segundo Fernando Spilki, há evidências de que a última versão da vacina contra a Covid confira algum grau de proteção contra a BA.3.2.

“O que se imagina é que ela [a vacina] vá continuar baixando a transmissão da doença. Mas é preciso mensurar para a próxima temporada se haverá necessidade de um update vacinal com a BA.3.2”, afirma.

“Quando olhamos para alguns locais que ainda tem mantido a vigilância relativamente alta, o que é difícil atualmente, notamos que ela [BA.3.2] continua disputando espaço com outras variantes e que a vacina está defendendo, sim. Do ponto de vista da população, ela continua fazendo o seu serviço”, finaliza Spilki.

A campanha de vacinação contra a gripe no SUS representa uma oportunidade para também iniciar ou completar o esquema contra a Covid.

Evaldo Stanislau de Araújo, infectologista do Hospital das Clínicas de São Paulo, reforça a recomendação para idosos, crianças, imunossuprimidos e doentes crônicos não vacinados ou com o calendário incompleto. “De forma geral, havendo queda da imunidade, o que pode ocorrer é um aumento de casos, com potencial de gravidade”, diz Araújo.

Autor: Folha

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