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Veja 4 livros para ser mais produtivo em 2026 – 12/01/2026 – Equilíbrio

Em 1989, Stephen Covey publicou “Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes”, e quase quatro décadas depois seu método para estabelecer e alcançar objetivos de longo prazo continua sendo um clássico. A obra também ajudou a gerar todo um subgênero de autoajuda.

Best-sellers exploraram cada faceta da produtividade. “O Poder do Hábito”, de Charles Duhigg, examinou a neurociência da mudança de comportamento. “Hábitos Atômicos”, de James Clear, defendeu pequenos passos deliberados como caminho para o crescimento, e “Quatro Mil Semanas”, de Oliver Burkeman, abordou a gestão do tempo sob uma perspectiva existencial.

Livros como esses não servem apenas para equilibrar nossas obrigações, afirma Anne Welsh, psicóloga e coach executiva em Cambridge, Massachusetts. “Quatro Mil Semanas”, ela observa, também ajudou seus clientes a aceitarem seus limites —que não há tempo suficiente para fazer tudo o que gostariam.

Em outras palavras, livros sobre produtividade podem nos incentivar a priorizar o que realmente importa. Estes quatro livros foram recomendados por psicólogos, professores de administração e coaches profissionais. Eles fornecem ferramentas baseadas em evidências que você pode usar em seu caminho para uma produtividade saudável.

‘JOYFUL’, DE INGRID FETELL LEE

O que fazemos com nosso tempo é importante, mas onde o passamos também é fundamental. Ingrid Fetell Lee, designer industrial e de produtos, enfatiza essa ideia em seu livro de 2018, que explora como espaços físicos podem nos inspirar a ser mais produtivos.

Com capítulos focados em temas como “energia” e “renovação”, Lee ilustra como nosso “ambiente molda a motivação e a criatividade“, diz Emily Cassel Copeland, apresentadora do podcast “Like Nobody’s Business”.

Lee inclui estudos de caso em design urbano para ilustrar como nosso entorno imediato pode nos transformar. Por exemplo, ela descreve como o humor das pessoas melhorou em Tirana, Albânia, quando o prefeito repintou os cinzentos prédios da era comunista com cores vibrantes.

‘DEEP WORK’, DE CAL NEWPORT

Este livro não está incentivando as pessoas a fazer mais, diz Amy Wrzesniewski, professora de gestão na Wharton School; está encorajando-as a focar em uma tarefa por vez.

Newport, professor de ciência da computação na Universidade Georgetown, diferencia o “trabalho profundo” —como escrever artigos de pesquisa ou descobrir teoremas— do “trabalho superficial”, como redigir respostas rápidas por e-mail. O trabalho profundo é inestimável, ele escreve, mas não pode acontecer quando nossa atenção está dispersa.

Para fundamentar seu argumento, Newport apresenta exemplos de pessoas que usaram com sucesso o bloqueio de tempo ou proibições de redes sociais. Seu livro também aponta para pesquisas em ciência comportamental e neurociência sobre produtividade, como a descoberta de que trabalho interrompido, que leva à atenção fragmentada, prejudica a qualidade do que produzimos.

‘THE CHECKLIST MANIFESTO’, DE ATUL GAWANDE

Neste livro de 2009, Atul Gawande, cirurgião, pesquisador de saúde pública e escritor, destaca uma ferramenta que pode nos ajudar a fazer as coisas melhor: a humilde lista de verificação.

Listas de verificação, ele argumenta, nos incentivam a parar, pensar e melhorar as tarefas que assumimos. “Apenas marcar caixas não é o objetivo final aqui”, escreve Gawande. “Abraçar uma cultura de trabalho em equipe e disciplina é.”

Embora Gawande se baseie em contextos de saúde para fazer seu argumento, o livro explora como listas de verificação podem melhorar campos como aviação, finanças e engenharia.

“The Checklist Manifesto” não é um manual prático, mas o apêndice inclui muitos exemplos de listas de verificação, até mesmo “uma lista de verificação para listas de verificação”. Serve como um “lembrete crucial de que todos devemos fazer verificações minuciosas e fazer as perguntas certas para obter os resultados que queremos”, diz Jan Yager, professora de sociologia no John Jay College of Criminal Justice.

‘BURNOUT’, DE EMILY NAGOSKI E AMELIA NAGOSKI

Emily Nagoski, pesquisadora e educadora sexual, e sua irmã, Amelia Nagoski, ex-professora de música na Western New England University, questionam as pressões que as mulheres enfrentam para serem incessantemente produtivas.

Elas argumentam que, se não tomarmos cuidado, a rotina implacável de manter tudo sob controle pode alimentar o burnout, que tem sido associado a problemas como sono ruim, dores físicas e problemas estomacais.

Burnout” é escrito para mulheres, que frequentemente carregam o peso das responsabilidades domésticas e de cuidado. As autoras compartilham passos para “ajudar a aliviar o estresse crônico e permitir o crescimento”, diz Christal Castagnozzi, psicóloga em Toronto que trabalha com clientes enfrentando burnout.

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