Mesmo que você não seja um cuidador agora, as chances são de que um dia se encontrará nesse papel. Nos Estados Unidos, cerca de um em cada cinco adultos está prestando cuidados de saúde ou apoio não remunerados a alguém que ama —um pai idoso, um familiar com deficiência ou um parceiro com alguma doença.
Especialistas em cuidados e envelhecimento dão conselhos para ajudar a próxima geração de cuidadores.
SEIS COISAS QUE VOCÊ PRECISA SABER
Às vezes, uma pessoa se torna cuidador da noite para o dia após uma crise de saúde, como um AVC ou diagnóstico de câncer. Mas frequentemente o papel de cuidador começa devagar, com algumas tarefas como fazer compras no supermercado. Embora você possa não se considerar um cuidador, em algum momento fica claro que a vida mudou e você não tem mais a liberdade de sair de férias ou encontrar amigos, a menos que outra pessoa possa assumir seu papel de cuidador.
“É importante reconhecer isso. É algo para planejar e incluir na sua agenda de vida”, diz Amy Goyer, especialista em cuidados. Ser cuidador exige um enorme compromisso de tempo e energia. Veja seis estratégias para guiá-lo nos momentos difíceis.
1- Deixe o paciente liderar: É importante a autonomia para quem recebe os cuidados. Inclua a pessoa nas decisões sempre que possível. Certifique-se de que os médicos não falem como se o paciente não estivesse na sala.
2- Foque o conforto: Deixe o conforto, a alegria e o prazer serem seus guias. Tente não ficar pegando no pé da pessoa. Pequenos momentos de felicidade compartilhada são importantes.
3- Ouça os especialistas: Encontre especialistas para aconselhá-lo e ouça-os. Arme-se com informações de organizações de cuidadores e grupos de apoio. Confie nos seus instintos.
4- Converse com outros cuidadores: Grupos de apoio são um dos seus melhores recursos.
5- Cuide de si mesmo: Mesmo pausas de dez minutos durante o dia podem ajudar. Aceite as ofertas de ajuda dos amigos, mesmo que seja apenas para arrumar o cabelo. Exercitar-se, dormir e comer bem farão de você um cuidador melhor para seu ente querido.
6- Livre-se da culpa: A culpa é um tema comum, mas cuidadores experientes dizem que é importante conhecer seus limites, praticar a autocompaixão, pedir ajuda e lembrar-se de que o trabalho que você está fazendo é difícil e importante.
Dar ou receber cuidados está no seu futuro
Se ser cuidador não é um assunto sobre o qual você pensou, é hora de começar. Uma série de tendências globais e sociais mudou as perspectivas para todos nós, seja para dar cuidados, seja precisar deles. O aumento dos custos de saúde significa que mais pessoas precisarão de cuidados em casa com um familiar porque não podem pagar por isso.
O envelhecimento da população forçará mais filhos adultos, cônjuges, parentes e amigos a assumirem papéis de cuidadores. Mudanças demográficas na criação de filhos transferiram o fardo dos cuidados para uma população mais jovem. Casais adiaram ter filhos e as famílias ficaram menores, e agora pessoas na faixa dos 20 e 30 anos estão assumindo os fardos de cuidar às custas de suas carreiras, e têm menos irmãos para dividir a responsabilidade.
Você vai precisar de preparo e organização
Seja você um cuidador agora, tenha alguém que possa precisar de ajuda um dia, ou esteja pensando na sua própria saúde, nunca é cedo demais para começar a planejar o momento em que a ajuda será necessária.
Passo 1: organize os documentos importantes
Se há alguma lição da pandemia é que nenhum de nós sabe o que o futuro reserva. Podemos estar saudáveis hoje e enfrentar um problema grave de saúde amanhã. Se planejar e se organizar é importante. Não adie a conversa. Nunca é cedo demais para sentar com pais, irmãos, filhos e amigos para discutir planos de cuidados de longo prazo.
Resolva a papelada cedo. Monte uma pasta com documentos legais que garantirá que todos estejam preparados para uma emergência. Entre eles, ordem de não reanimar (ONR), que permite que indivíduos ditem seus desejos quanto a medidas quando parar de respirar ou o coração parar; uma procuração que permite que uma pessoa designada acesse suas finanças; e testamento.
Passo 2: organize as informações médicas
Cuidadores experientes dizem que é essencial criar uma pasta para informações médicas que você possa levar consigo às consultas médicas. Você vai querer acompanhar os vários profissionais de saúde, informações de seguro e reembolso, medicamentos e preocupações do paciente.
Passo 3: avalie a casa para segurança e cuidados
A maioria das pessoas se torna cuidadora para garantir que seu ente querido possa permanecer em sua própria casa ou na casa de um familiar, ou porque não podem pagar uma instituição de longa permanência. Mas com o tempo, pode ficar claro que modificações são necessárias. Corrimãos em escadas e banheiros, assentos sanitários elevados e melhor iluminação podem se tornar necessários, e tapetes ou desordem que possam causar quedas podem precisar ser removidos.
Passo 4: se planeje para mudanças
Embora seu objetivo possa ser manter seu ente querido em um ambiente doméstico, você ainda deve investigar opções de instituições de longa permanência ou casas de repouso. Muitas dessas instalações têm listas de espera, então comece sua pesquisa cedo, apenas para estar preparado.
Autor: Folha








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