terça-feira, julho 28, 2026
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Fronteiras vulneráveis são pauta obrigatória na disputa eleitoral

No tabuleiro das eleições gerais deste ano, o debate sobre a segurança pública rompe as barreiras urbanas, toma conta do país e alcança as fronteiras que delimitam o território nacional. A imensa extensão da fronteira terrestre brasileira — superior a 16 mil quilômetros, cortando 11 estados e fazendo divisa com 10 países — há muito tempo tornou-se um dos elementos centrais da crise de segurança interna. 

O crime que assusta o eleitor nas grandes cidades, sob a forma de roubos, furtos, homicídios e domínio territorial por facções, tem boa parte de sua origem na fragilidade da fiscalização transfronteiriça. Diante disso, a vulnerabilidade das fronteiras se converte em uma pauta obrigatória de disputa política, tensionando discursos entre a soberania nacional, a cooperação diplomática e a urgência de investimentos em tecnologia e inteligência. 

(Esta reportagem faz parte da série Brasil Seguro, que examina erros em políticas de segurança pública e traz exemplos do que fazer para assegurar a autoridade da lei. Confira aqui os outros textos da série.)

A faixa de fronteira engloba quase 600 municípios brasileiros e abriga cerca de 11 milhões de pessoas. Em época de eleição, candidatos a todos os cargos utilizam a porosidade dessas divisas como munição argumentativa para suas campanhas.