O atacante Neymar, 34, anunciou na noite desta terça-feira (28) que não jogará mais pela seleção. O camisa 10 do Brasil em quatro Copas do Mundo fez a declaração ao comentar os pedidos para que continue no time nacional.
“Meu momento na seleção brasileira eu acho que já foi. Fiz história ali, sou muito feliz. Vivi muitas coisas ali. Dei meu sangue, minha vida. Sempre briguei e lutei pela amarelinha, mas acho que eu não quero mais não”, disse Neymar após a vitória do Santos por 4 a 2 sobre o Universidad Central, da Venezuela, pela Copa Sul-Americana.
O atacante já havia anunciado antes do Mundial que essa seria sua despedida. “Com certeza será a última. De qualquer jeito.” Ele encerrou sua quarta Copa com cerca de um tempo disputado, reflexo de sua primeira participação como coadjuvante do grupo.
Após a derrota por 2 a 1 para a Noruega que eliminou o Brasil, Neymar voltou a falar em fim do ciclo. Quando passava pelo campo, ele foi chamado pelo repórter da Ge TV e, após cumprimentar o jornalista, disse: “Tentei, tentei. Agora acabou. Comecei aqui, fechei aqui”.
Aos 34 anos, ele se aposenta com 80 gols, ampliando a vantagem como o maior artilheiro da história do Brasil, segundo contagem da Fifa (Federação Internacional de Futebol), —o último foi na derrota para a Noruega—, à frente de Pelé (77), Ronaldo (62), Romário (55) e Zico (48).
A entidade máxima do futebol, porém, desconsidera partidas contra clubes e combinados. Já nos critérios da CBF, que engloba todos os jogos, o Rei soma 95 gols.
Considerado o maior talento da seleção brasileira nos últimos tempos, o atacante disputou quatro Copas do Mundo: Brasil 2014, Rússia 2018, Qatar 2022 e Estados Unidos, Canadá e México 2026.
A melhor campanha foi as semifinais contra a Alemanha, no fatídico 7 a 1, no Mineirão. Seguiram-se duas quedas nas quartas de final, contra a Bélgica (2 a 1) e a Croácia (4 a 2 nos pênaltis, após empate em 1 a 1), e uma nas oitavas, contra a Noruega (2 a 1).
Ao todo, Neymar entrou em campo 130 vezes pela seleção, ocupando o posto de terceiro jogador com mais partidas na história, atrás apenas dos laterais Cafu, com 150 jogos, e Roberto Carlos, com 132.
O primeiro —e único título— com a seleção principal foi o da Copa das Confederações de 2013, marcando um dos gols na vitória por 3 a 0 sobre a favorita Espanha na decisão, no Maracanã. Vice-artilheiro da competição, com quatro gols, levou o prêmio Bola de Ouro dado ao melhor jogador da competição.
Ele também conquistou a medalha de ouro com a seleção olímpica nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016, batendo a Alemanha na decisão por pênaltis, no Maracanã.
Autor: Folha




















