quinta-feira, julho 30, 2026
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Aeroporto Afonso Pena cresce 12%

O aeroporto Afonso Pena liderou um crescimento de 12,6% nas exportações aéreas do Paraná no primeiro semestre de 2026. A movimentação de 1.489 toneladas de carga consolida o avião como um canal logístico estratégico para indústrias que buscam rapidez e segurança. O avanço é impulsionado pelos setores automotivo e de equipamentos, refletindo uma mudança na estratégia das empresas brasileiras.

Quais são os principais produtos enviados para o exterior por avião?

O destaque fica para o maquinário industrial e o setor de autopeças, aproveitando a força dos polos automotivos do Paraná. Além disso, produtos odontológicos, calçados e itens comprados pela internet (e-commerce) também puxam a alta. São mercadorias que possuem alto valor agregado — ou seja, valem muito em pouco peso — e que exigem prazos de entrega curtos para manter as linhas de produção funcionando sem interrupções.

Por que as empresas estão preferindo o avião mesmo sendo um transporte mais caro?

O mercado mudou a forma de calcular o lucro. Antes, buscava-se apenas o frete mais barato; hoje, as empresas buscam equilíbrio entre custo, prazo e confiabilidade. O transporte aéreo ajuda a manter estoques menores, o que reduz custos de armazenagem, e permite atender demandas urgentes. Assim, o avião deixou de ser uma opção usada apenas em emergências para se tornar parte do planejamento logístico fixo de muitos negócios paranaenses.

Como funciona a curiosa rota de exportação que passa pelo Equador?

Uma estratégia inteligente de engenharia logística ajuda a reduzir o preço do frete. A rota da companhia Cargolux que sai de Curitiba faz uma parada obrigatória em Quito, no Equador. Lá, o avião é completado com flores locais antes de seguir para a Europa. Essa ‘parada para abastecer a carga’ torna a operação mais eficiente financeiramente, garantindo taxas de transporte mais atrativas para os exportadores do Paraná.