
O aeroporto Afonso Pena liderou um crescimento de 12,6% nas exportações aéreas do Paraná no primeiro semestre de 2026. A movimentação de 1.489 toneladas de carga consolida o avião como um canal logístico estratégico para indústrias que buscam rapidez e segurança. O avanço é impulsionado pelos setores automotivo e de equipamentos, refletindo uma mudança na estratégia das empresas brasileiras.
Quais são os principais produtos enviados para o exterior por avião?
O destaque fica para o maquinário industrial e o setor de autopeças, aproveitando a força dos polos automotivos do Paraná. Além disso, produtos odontológicos, calçados e itens comprados pela internet (e-commerce) também puxam a alta. São mercadorias que possuem alto valor agregado — ou seja, valem muito em pouco peso — e que exigem prazos de entrega curtos para manter as linhas de produção funcionando sem interrupções.
Por que as empresas estão preferindo o avião mesmo sendo um transporte mais caro?
O mercado mudou a forma de calcular o lucro. Antes, buscava-se apenas o frete mais barato; hoje, as empresas buscam equilíbrio entre custo, prazo e confiabilidade. O transporte aéreo ajuda a manter estoques menores, o que reduz custos de armazenagem, e permite atender demandas urgentes. Assim, o avião deixou de ser uma opção usada apenas em emergências para se tornar parte do planejamento logístico fixo de muitos negócios paranaenses.
Como funciona a curiosa rota de exportação que passa pelo Equador?
Uma estratégia inteligente de engenharia logística ajuda a reduzir o preço do frete. A rota da companhia Cargolux que sai de Curitiba faz uma parada obrigatória em Quito, no Equador. Lá, o avião é completado com flores locais antes de seguir para a Europa. Essa ‘parada para abastecer a carga’ torna a operação mais eficiente financeiramente, garantindo taxas de transporte mais atrativas para os exportadores do Paraná.
Quais fatores da economia ajudaram nesse salto das exportações?
A combinação do dólar valorizado frente ao real, que torna o produto brasileiro mais barato para quem compra de fora, e a melhoria na infraestrutura dos terminais de carga foi fundamental. Além disso, desde a pandemia, multinacionais estão diversificando seus fornecedores para não dependerem de um único país. Isso abriu uma janela de oportunidade para o Brasil se integrar às cadeias globais de suprimentos em setores como saúde e tecnologia.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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Autor: Gazeta do Povo








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