quarta-feira, agosto 5, 2026
15.8 C
Pinhais

Como era o plano do grupo que queria cometer ataques na eleição 2026

O grupo criminoso que se organizava pela internet e planejava realizar atentados de cunho terrorista durante o período eleitoral deste ano tinha manuais para a fabricação de artefatos explosivos caseiros e plantas de edifícios públicos nos quais cogitava realizar os atentados. O plano foi desarticulado na operação Rede Interrompida, deflagrada na manhã de terça-feira (4) pela Polícia Civil do Distrito Federal.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Distrito Federal. A investigação teve início após um relatório técnico elaborado pelo Ciberlab, vinculado à Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Com isso, a Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCEV), da Polícia Civil do Distrito Federal, instaurou um inquérito policial.

De acordo com informações divulgas pela polícia, os integrantes do grupo apresentam tendências neonazistas e se diziam “contra o sistema” nas conversas em grupos no aplicativo de mensagens Telegram, utilizado entre eles para se comunicar e planejar os atentados. Ao todo, foram alvo da operação oito suspeitos de 19 a 31 anos — entre eles, um seminarista da Igreja Católica que vive em um mosteiro próximo a Recife.

Segundo a investigação, que corre sob sigilo, ele participava ativamente de um grupo que discutia ações violentas em Brasília durante o período das eleições 2026. A polícia realizou busca e apreensão de itens ligados ao suspeito dentro do alojamento no mosteiro.