quinta-feira, agosto 13, 2026
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Como briga Lula-Milei pode mudar o funcionamento do Mercosul

Brasil e Argentina atravessam o momento mais crítico de suas relações, desde a chegada do presidente Javier Milei à Casa Rosada, em 2023. O choque diplomático recente abre portas para um cenário que pode provocar mudanças na dinâmica bilateral e afetar até mesmo o funcionamento do Mercado Comum do Sul (Mercosul).

Embora analistas não prevejam impactos imediatos sobre acordos comerciais entre os dois países, visto que há uma profunda dependência de ambos nesse campo, a crise tem potencial de reconfigurar a forma como o bloco tem negociado nas últimas décadas.

Milei já expressou em diferentes ocasiões sua frustração com as atuais regras do Mercosul. Ele criticou a profunda burocracia e lentidão com que acordos são feitos dentro do bloco e chegou a ameaçar abandonar o bloco devido às divergências. Uma das mudanças defendidas pelo libertário é uma maior liberdade aos países integrantes para negociar seus próprios compromissos, tornando-o uma plataforma de livre comércio com menos normas e institucionalidade.

Por outro lado, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é favorável à manutenção do atual modelo de integração econômica regional e do fortalecimento institucional do bloco. Para o petista, o Mercosul funciona como uma espécie de armadura que protege os integrantes de disputas comerciais globais.