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Como funcionava o esquema de bets ilegais operado por advogado

O esquema investigado na Operação Arena, deflagrada na manhã desta quinta-feira (13) pela Polícia Federal e que tem entre os alvos o advogado Nelson Wilians, utilizava uma complexa engrenagem financeira para movimentar recursos de bets ilegais, transferi-los ao exterior e depois fazê-los retornar ao circuito formal com aparência de legalidade.

Segundo a Receita Federal, a estrutura combinava instituições de pagamento, fornecedores, empresas nacionais e estrangeiras, operações de câmbio, criptomoedas e contas mantidas em paraísos fiscais, em um fluxo estimado em R$ 1,1 bilhão em valores sob investigação.

A investigação aponta que o dinheiro entrava no sistema por meio dos apostadores que faziam depósitos nos sites de apostas e recebiam eventuais saques através de instituições de pagamento. A partir dessas empresas, os recursos eram distribuídos por diferentes caminhos, incluindo o pagamento de fornecedores e despesas das bets, a compra de criptomoedas e transferências para empresas integrantes do grupo investigado.

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