Emendas parlamentares do deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA) voltaram a ser alvo da Polícia Federal nesta quinta-feira (13) por suspeita de desvio de recursos públicos, fraudes em licitações, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e crimes tributários no estado do Maranhão.
A Operação Monte Sinai cumpre nove mandados de busca e apreensão emitidos pelo ministro Flávio Dino na capital, São Luís, e em outros seis municípios do estado. Também foram autorizados o bloqueio e sequestro de bens e valores, além da proibição de que empresas investigadas participem de licitações ou mantenham contratos com órgãos públicos.
“Os elementos reunidos apontam para possíveis irregularidades na aplicação de recursos oriundos de emendas parlamentares federais, repassados por meio de convênios destinados à execução de obras de infraestrutura em municípios maranhenses”, afirmou a Polícia Federal em nota.
A Gazeta do Povo entrou em contato com o deputado Josimar Maranhãozinho sobre a operação e aguarda retorno.
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A Gazeta do Povo apurou que Maranhãozinho não é alvo desta operação, apesar de suas emendas serem o foco dessa investigação. Além destes recursos, são apurados indícios de utilização irregular de precatórios do Fundef/Fundeb em contratos de pavimentação e de infraestrutura, em desacordo com a destinação legal dessas verbas. Oficialmente, estes recursos são vinculados ao financiamento e ao desenvolvimento da educação pública.
A investigação começou a partir de análises realizadas pela Receita Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU) e que indicaram indícios de irregularidades na aplicação de recursos de emendas parlamentares federais repassados por meio de convênios para financiar obras de infraestrutura em municípios maranhenses.
Em março deste ano, a Primeira Turma do STF condenou Maranhãozinho, o deputado Pastor Gil (PL-MA) e o suplente João Bosco (PL-SE) por supostamente desviarem R$ 1,6 milhão de emendas parlamentares. A investigação apontou que o parlamentar coordenava a destinação dos recursos, acompanhava a liberação das verbas e fazia cobranças de propina.
Outras operações envolvendo o deputado
Josimar Maranhãozinho já foi investigado em outras apurações envolvendo emendas parlamentares e contratos públicos, sendo a mais recente, em junho, quando foi alvo de buscas por suspeitas de desvio de recursos de emendas do antigo “orçamento secreto”.
A autoridade afirma que Maranhãozinho seria o líder do esquema que cobrava uma propina de 25% sobre as emendas encaminhadas às prefeituras. Os valores, aponta, teriam sido repassados por intermédio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e, posteriormente, “direcionados à contratação de empresas supostamente vinculadas, direta ou indiretamente, ao grupo investigado”.
Antes disso, em 2020, o deputado foi investigado por suspeita de desvio de emendas destinadas à saúde no Maranhão, com indícios de crimes de peculato e lavagem de dinheiro. O deputado negou as acusações.
Em 2021, o parlamentar também foi alvo da Operação Maranhão Nostrum, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e que apurou suspeitas de fraudes em licitações e contratos para fornecimento de medicamentos em municípios maranhenses ligados à base política do deputado.
Autor: Gazeta do Povo








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