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A morte cerebral existe? Entenda a polêmica de Heidi Klessig

A médica Heidi Klessig lançou o livro “The Brain Death Fallacy”, onde desafia a validade da morte cerebral. Ela argumenta que o conceito foi criado para facilitar transplantes de órgãos e relata casos de pacientes que se recuperaram após o diagnóstico, reacendendo um debate ético e médico.

Qual é a principal crítica feita ao diagnóstico de morte cerebral?

A crítica central é que o conceito de morte cerebral não seria uma descoberta puramente científica, mas uma conveniência prática. Para críticos como Heidi Klessig, a definição foi consolidada para permitir que médicos retirem órgãos de pacientes cujos corações ainda batem com ajuda de aparelhos, garantindo que os órgãos cheguem em boas condições aos receptores de transplantes.

Como surgiu a definição médica de que a pessoa morre quando o cérebro para?

Tudo começou em 1959, com neurologistas franceses que descreveram o ‘coma ultrapassado’, um estado onde o cérebro não funciona mais. Em 1968, a Universidade de Harvard criou critérios formais para aceitar o coma irreversível como morte. Nos EUA, isso virou lei em 1981, determinando que alguém está morto se houver o fim irreversível das funções circulatórias ou de todas as funções cerebrais.

Existem relatos de pessoas que sobreviveram à morte cerebral?

Heidi Klessig afirma que sim. Em seu site, ela cita casos de pessoas diagnosticadas com morte cerebral que apresentaram melhora. Um exemplo mencionado é o da adolescente Jahi McMath, que foi declarada morta na Califórnia, mas sobreviveu em estado vegetativo por mais cinco anos após a família conseguir sua transferência para outro hospital, morrendo definitivamente apenas em 2018.