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Congresso é “ameaça à democracia” no Brasil

A revista inglesa The Economist publicou neste domingo (16) uma análise na qual descreveu o Brasil como “a grande democracia onde os parlamentares têm mais poder que o Executivo” e um exemplo de país onde “um presidente excessivamente fraco também pode ser uma ameaça à democracia”.

“De uma década para cá, o Poder Executivo brasileiro perdeu influência para o Judiciário e, especialmente, para o Congresso. O equilíbrio de poderes tornou-se tão distorcido que os parlamentares brasileiros parecem já não se importar com quem será eleito presidente nas eleições gerais de outubro”, escreveu a Economist.

“Alguns acreditam que, quem quer que vença, deverá ser forçado a ceder às suas exigências. Os brasileiros podem estar descobrindo que, assim como o excesso de poder do Executivo é um desafio à democracia, um Congresso excessivamente poderoso também pode ser”, afirmou a publicação britânica.

A Economist mencionou que, embora as pesquisas apontem uma disputa polarizada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), o Centrão, “que detém 46% das cadeiras no Congresso que encerra seu mandato”, declarou neutralidade.