segunda-feira, agosto 17, 2026
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Caso de vereador censurado por posts “antissindicais” avança e pode chegar ao TST

Uma disputa entre a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e um vereador do partido Novo pode chegar ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) e terminar com um precedente sobre falas consideradas antissindicais. Neste momento, a discussão que pode chegar ao TST é se a Justiça do Trabalho tem competência para julgar esse tipo de ação.

Ramiro Rosário, de Porto Alegre, foi processado em 2023 por uma postagem em suas redes sociais crítica à contribuição assistencial. No conteúdo, ele afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) “deu um ‘cheque em branco’ para os sindicatos saquearem o bolso do trabalhador” ao considerar constitucional a contribuição assistencial para todos os empregados de uma categoria, incluindo os não sindicalizados.

“Mas o que podemos fazer? Simples. É preciso distribuir aos trabalhadores as ‘cartas de oposição à contribuição sindical’. É o que farei. O trabalhador tem direito a não sustentar sindicalistas folgados”, afirmou.

À Gazeta do Povo, Ramiro classificou este como “um dos processos mais bizarros” que já enfrentou. O parlamentar lembrou-se da anulação em segunda instância, que entendeu pela competência da justiça estadual. Agora, porém, essa decisão é contestada pelas centrais sindicais e pode ser revista pelo TST.