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O que significa gordura no fígado e como identificar – 18/08/2026 – Equilíbrio e Saúde

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Gordura no fígado costuma ser silenciosa: não dá sintomas claros, e a maioria das pessoas só descobre em exames de rotina. Nem por isso o tema passa batido.

↳ Pesquisa Datafolha de maio de 2025 mostrou que a maioria dos brasileiros, 62%, ficaria muito ou extremamente preocupada ao descobrir gordura no fígado. Ao mesmo tempo, 24% desconhecem os métodos para diagnosticar esse acúmulo.

Falando em diagnóstico… pode ser feito por exame de sangue, que mede as enzimas hepáticas, ou por exame de imagem, como a ultrassonografia de abdômen.

Assustou? Calma lá. Vamos entender, o que é isso: chamada de esteatose hepática, ocorre quando há um acúmulo excessivo de gordura nas células do fígado.

Às vezes, a pessoa se sente mais cansada ou tem dor do lado direito do abdômen, onde fica o fígado, mas isso não basta para indicar a doença, explica a hepatologista Cristiane Villela, membro da Sociedade Brasileira de Hepatologia.

Se não há sintomas, como saber? Os especialistas recomendam que as pessoas nos grupos de risco procurem orientação médica. Os principais fatores são:

  • Obesidade ou sobrepeso
  • Diabetes Mellitus (especialmente o tipo 2) ou pré-diabetes
  • Hipertensão arterial
  • Dislipidemia (colesterol ou triglicérides elevados) –já falamos por aqui sobre esse assunto. Colesterol alto é sempre culpa da alimentação? Leia aqui.
  • Consumo excessivo de calorias, como alimentos ultraprocessados (salsicha, linguiça e biscoitos recheados), gorduras saturadas e hidrogenadas são as grandes vilãs

Tem como melhorar? Sim, e a resposta é o beabá que a gente ouve todo dia: um estilo de vida mais saudável.

Alimentação: a dieta mediterrânea é a que tem melhores resultados comprovados, com foco em vegetais, leguminosas, frutas, castanhas, azeite, peixes e cereais integrais, explica Paulo Rosenbaum, endocrinologista do Einstein Hospital Israelita.

O que evitar: eliminar ou reduzir drasticamente os ultraprocessados (frios, salsicha, linguiça, biscoito recheado), as gorduras saturadas e hidrogenadas e o excesso de açúcar.

Atividade física: qualquer movimento é melhor do que ficar parado (subir escadas, fazer caminhadas curtas). “O ideal é que a pessoa faça pelo menos 30 minutos de exercício cinco vezes por semana. Qualquer exercício”, afirma Villela.

Rosenbaum detalha o cenário ideal: exercícios aeróbicos de intensidade moderada a alta, de 150 a 300 minutos por semana, combinados com exercícios resistidos, musculação ou pilates, pelo menos duas vezes por semana.

Atenção: o consumo de álcool deve ser reduzido ou abolido, porque acelera a inflamação. O cigarro também deve ficar de fora, pelo alto risco cardiovascular associado a pacientes com esteatose.

Atenção 2: cuidado com as receitas milagrosas que circulam na internet, do tipo detox para desintoxicar o fígado. “Tem muita coisa paralela que não tem evidência científica: gente querendo vender produto, receita caseira. O que a gente sabe, e tem evidência, é que a perda de peso melhora a esteatose”, diz Rosenbaum.

Segundo os médicos, perder de 5% a 7% do peso corporal já pode bastar para começar a eliminar a gordura do órgão.

Tem remédio? Existem medicamentos, mas em geral são indicados apenas para casos em grau avançado da doença.


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Autor: Folha

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