sexta-feira, agosto 21, 2026
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a conta que espera o próximo presidente

O presidente da República eleito em outubro encontrará uma economia com pouco espaço para errar: a dívida bruta do governo pode chegar a 88% do PIB em 2027, enquanto a taxa de juros, atualmente em 14%, deve permanecer em dois dígitos.

Para gestores e analistas ouvidos pela Gazeta do Povo, o principal desafio da próxima administração será conter essa trajetória por meio de um ajuste fiscal. Sem isso, as consequências tendem a ser graves: juros elevados, crédito mais caro e um estrangulamento ainda maior de famílias e empresas.

O diagnóstico do mercado é de que o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem sido marcado pela ampliação dos gastos públicos e pelo endividamento acelerado. Desde o início do atual mandato de Lula, a dívida bruta avançou 10,3 pontos percentuais.

Novos recordes devem vir já no próximo ano. O BTG Pactual prevê a dívida em 86,4% do PIB no fim de 2027; a XP Investimentos, em 88%. Se nada for feito, o patamar de 100% pode ser atingido em 2032, estima Olívia Flôres de Brás, presidente da Magno Investimentos. A Instituição Fiscal Independente (IFI), braço do Senado que acompanha as contas públicas, prevê o mesmo nível para 2031.