quinta-feira, agosto 20, 2026
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Congresso da Colômbia quer banir barriga de aluguel e punir clínicas com até 16 anos de prisão

Um projeto de lei foi apresentado no Congresso da Colômbia para proibir a barriga de aluguel, comumente chamada de “aluguel de útero”, com o objetivo de conter “a exploração reprodutiva das mulheres e evitar que as crianças sejam transformadas em objetos de uma transação”.

A exposição de motivos do projeto observa que a iniciativa responde aos apelos do Tribunal Constitucional, que instou o Congresso em quatro decisões separadas a legislar sobre a barriga de aluguel, já que a falta de regulamentação “tem consequências diretas para os direitos fundamentais das mulheres grávidas e das crianças nascidas por meio dessa prática”.

O deputado Luis Miguel López Aristizábal, autor do projeto, observou que essa lacuna legal fez com que o país se tornasse “um dos principais destinos para o chamado ‘turismo reprodutivo’, onde casais vêm do exterior para comprar bebês na Colômbia”.

O projeto afirma que, “por exemplo, a agência Tammuz Family, que trabalha com a Clínica Celagem e outras quatro clínicas em Bogotá, afirma em seu site que ‘a barriga de aluguel na Colômbia é acessível a casais do mesmo sexo e homens solteiros que buscam um caminho mais acessível para a paternidade'”.