sexta-feira, agosto 21, 2026
12.4 C
Pinhais

Líbano se torna primeiro país do Oriente Médio a abolir pena de morte

Neste mês, o Líbano tornou-se o primeiro país do Oriente Médio a abolir a pena de morte, um passo histórico que atraiu amplo elogio internacional e foi saudado como uma grande vitória para a dignidade humana e os direitos humanos. Poucos dias depois, outra medida histórica conhecida como lei de anistia geral provou-se muito mais controversa. A legislação provocou intenso debate, particularmente dentro dos círculos cristãos libaneses, em meio a preocupações sobre segurança pública, responsabilização e os direitos das vítimas.

O Líbano não realizava uma execução desde 2004, mas seus tribunais continuaram a emitir sentenças de morte, incluindo uma tão recentemente quanto 10 de agosto. De acordo com a Anistia Internacional, pelo menos 85 pessoas permaneciam no corredor da morte em janeiro. A pena capital no Líbano tem sido geralmente reservada para crimes graves, incluindo assassinato, terrorismo e espionagem.

A nova lei diferencia o Líbano em uma região onde as execuções permanecem generalizadas. A Anistia Internacional registrou mais de 2.000 execuções no Irã e mais de 350 na Arábia Saudita no ano passado. Em junho, a Jordânia enforcou seis homens condenados por matar membros das forças de segurança, encerrando uma moratória de nove anos. No início deste ano, o parlamento de Israel também aprovou uma lei permitindo a execução de palestinos condenados por ataques fatais.

O Líbano havia repetidamente apoiado pedidos de moratória sobre a pena capital na ONU, incluindo uma resolução de 2024 sobre o assunto. O ministro da Justiça, Adel Nassar, descreveu sua abolição como um passo “histórico”.