sexta-feira, agosto 21, 2026
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Petróleo no AP não deslancha e campanha de Lula entra em alerta

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encontrou no anúncio de petróleo na costa do Amapá uma oportunidade para driblar a legislação eleitoral — que proíbe propagandas de ações do governo no período pré-eleição — e reciclou o discurso do “passaporte para o futuro” utilizado na descoberta do pré-sal. A manobra, no entanto, teve impacto limitado e fatos novos colocaram a campanha em “modo de alerta”.

Ainda será preciso determinar o tamanho da acumulação e a viabilidade comercial da descoberta. Isso, contudo, não impediu Lula de vender o sonho de uma “Dubai do Norte” no Amapá, onde a expectativa passou a ser comparada ao desenvolvimento provocado pelo petróleo na Guiana.

Analistas do setor observaram a manobra eleitoral, já que a área exploratória da Foz do Amazonas era conhecida desde 2013, quando o bloco foi leiloado. O que a Petrobras confirmou agora foi a presença de hidrocarbonetos no poço Morpho.

“Foi uma pirotecnia eleitoral do governo, pois o que foi descoberto é apenas indício de petróleo”, diz Adriano Pires, presidente do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). “Se você não tivesse a eleição esse ano, provavelmente seria apenas um anúncio ‘fato relevante’ da Petrobras.”