quarta-feira, agosto 26, 2026
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Fux impede Justiça da Bahia de trocar BRB pela Caixa por “risco sistêmico” à economia

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux determinou que o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) mantenha por mais 90 dias um contrato com o Banco de Brasília (BRB). Segundo o banco, a rescisão pretendida tiraria da estatal um fluxo de de cerca de R$ 394 milhões por mês em novos depósitos. A decisão liminar é desta terça-feira (25).

O magistrado reconhece a autonomia do órgão para gerir seus contratos, mas classifica a medida como uma “prorrogação excepcional” e afirma que a ruptura poderia causar danos não só ao próprio BRB, ao tangenciar uma liquidação extrajudicial, como também à economia, ao sistema financeiro, à administração da Justiça e aos clientes.

“Enquanto a operação em discussão se faz balanceada a partir de fluxos contínuos de levantamentos e novos ingressos, em cifras na ordem mensal de centenas de milhões de reais, o termo iminente do pacto acarretará a interrupção da entrada de valores substanciais sem que as saídas de valores cessem”, diz a liminar.

O “risco sistêmico” apontado por Fux é motivado pela cifra apontada pela estatal de operações semelhantes. Nos autos, o BRB informou que administra cerca de R$ 30 bilhões em depósitos judiciais, com contratos com o Judiciário de Alagoas, Paraíba, Maranhão e Distrito federal, além da Bahia. O temor da Procuradoria-Geral do Distrito Federal era de que a decisão criasse um precedente, levando outros estados a também romperem com o banco.