
Neste sábado (12), a cúpula do Brics aprovou em Nova Délhi, na Índia, um comunicado oficial que condena sanções unilaterais e manifesta preocupação com conflitos no Oriente Médio. O documento reflete um consenso entre os 11 países membros, incluindo Brasil, China e Rússia, buscando fortalecer o diálogo diplomático e proteger infraestruturas civis e nucleares em zonas de guerra.
Qual é o posicionamento do bloco sobre as sanções econômicas contra Cuba?
O grupo manifestou uma preocupação profunda com o endurecimento do bloqueio econômico contra o país caribenho. No entendimento dos países membros, essas medidas coercitivas unilaterais, especialmente as que restringem a venda de petróleo, geram efeitos negativos severos na economia da ilha e no abastecimento de energia. O Brasil teve uma participação muito ativa nessa negociação para garantir que o tema fosse incluído, argumentando que a situação cubana está se tornando um grave problema humanitário que dificulta a vida da população local de forma desproporcional.
Como os países do Brics avaliaram os conflitos no Oriente Médio?
Os líderes expressaram grande preocupação com a escalada das tensões na região e pediram que todas as partes envolvidas exerçam o máximo de contenção para evitar o agravamento da guerra. Embora o texto não cite nomes diretamente, as críticas foram interpretadas como um recado à atuação militar dos Estados Unidos e de Israel, especialmente no Irã. O comunicado defende que a integridade territorial deve ser respeitada e que ataques deliberados contra infraestrutura civil e instalações nucleares pacíficas, protegidas por agências internacionais, são inaceitáveis durante embates armados.
O que foi discutido sobre a reforma de órgãos internacionais como a ONU?
A reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas foi um dos temas centrais defendidos por potências como Índia e Rússia. O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, destacou que países em desenvolvimento precisam ter uma voz mais ativa nas decisões globais, já que são responsáveis por grande parte do crescimento econômico do planeta. Já o presidente russo, Vladimir Putin, apoiou a ampliação do conselho para incluir mais representantes da Ásia, África e América Latina, visando tornar o órgão mais eficaz e combater o que chamou de resistência colonial de certas nações.
Qual é o objetivo estratégico da união desses países no atual cenário mundial?
A estratégia principal, liderada especialmente por China e Rússia, é criar uma alternativa para reduzir a predominância das nações ocidentais, com foco especial nos Estados Unidos. O Brics busca consolidar um mundo multipolar, onde o poder de decisão seja compartilhado entre várias economias emergentes. Para isso, o comunicado final reforçou a importância de manter o fluxo livre do comércio global e a segurança das cadeias de suprimentos, garantindo que sanções econômicas não sejam usadas como ferramenta de força bruta para conter a ascensão de novos concorrentes internacionais.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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Autor: Gazeta do Povo








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