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O que diz a crítica sobre Resident Evil, que estreia nos cinemas

Levar Resident Evil para o cinema nunca foi uma tarefa simples. Desde o primeiro filme, lançado em 2002, a franquia acumulou continuações, mudanças de direção e uma tentativa de reboot em 2021. Agora, a série ganha uma nova versão pelas mãos de Zach Cregger, diretor de Noites Brutais e A Hora do Mal. É o oitavo longa live-action baseado nos jogos, mas a proposta, desta vez, é outra: em vez de adaptar uma história específica da série, Cregger tenta colocar na tela a sensação de estar dentro de um jogo.

O protagonista é Bryan (Austin Abrams), um entregador de medicamentos que aceita fazer uma última entrega numa noite de neve. O trabalho parecia simples. No caminho, porém, ele atropela uma mulher que aparece de repente na estrada. Ao tentar ajudá-la, acaba entrando numa sequência de situações cada vez mais absurdas, enquanto uma infecção transforma os moradores de Raccoon City em criaturas violentas.

Segundo as críticas especializadas, Bryan não tem o perfil habitual do herói de filmes de ação. Não sabe lutar direito, se atrapalha com armas e passa boa parte da história tentando entender o que está acontecendo. Em vez de acompanhar um personagem preparado para enfrentar monstros, o público vê alguém aprendendo, na marra, as regras daquele mundo.

O desempenho de Austin Abrams foi bastante elogiado. Para Owen Gleiberman, da Variety, o ator transforma Bryan num herói comum e pouco afeito à violência, e é essa falta de preparo que aproxima o personagem da experiência de um jogador diante de um game que ainda não domina. Jesse Hassenger, do The Guardian, segue uma linha parecida: o personagem funciona porque suas tentativas de fazer a coisa certa quase sempre terminam mal.