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Bolsa Família vira recurso eleitoreiro e sobe 73% desde 2022

Nos dois últimos governos, o Bolsa Família foi usado como instrumento de disputa eleitoral. Nesta quinta-feira (17), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou decreto que soma a esse total um reajuste de 15,04% nas parcelas do programa.

Desde 2022, o benefício já acumula alta de 73%, sem descontar a inflação. O aumento, porém, acrescenta uma despesa permanente ao Orçamento federal, que é paga pelo contribuinte.

Com a assinatura do decreto, o piso do programa assistencial sobe de R$ 600 para R$ 691. O pagamento com os novos valores começa em 19 de outubro, ou seja, o impacto nas contas públicas é praticamente imediato.

O anúncio ocorreu a 17 dias do primeiro turno da disputa eleitoral, em que Lula disputa a reeleição, e tem custo estimado em  R$ 22,7 bilhões em 2027 para o contribuinte.